23 de novembro de 2011

Sem o dia do Senhor não podemos Viver


“Sem o dia do Senhor não podemos viver”
Pe. Carlos Gustavo Haas
O documento de Aparecida, que agora está se tornando cada vez mais conhecido entre os católicos, quando fala dos “lugares de encontro com Jesus Cristo”, no capítulo VI, números 252 e 253, nos fala da importância de vivermos integralmente o Domingo, Dia do Senhor.

“Entende-se a grande importância do preceito dominical de ‘viver segundo o domingo’, como necessidade interior do cristão, da família cristã, da comunidade paroquial. Sem uma participação ativa na celebração eucarística dominical e nas festas de receito, não existirá um discípulo missionário maduro. Cada grande reforma na Igreja está vinculada ao redescobrimento da fé na Eucaristia. Por causa disso, é importante promover a ‘pastoral do domingo’ e dar a ela ‘prioridade nos programas pastorais’, para novo impulso na evangelização do povo de Deus no Continente latino-americano” (252). Sabemos no entanto que no Brasil, mais de 70% das comunidades não podem participar de uma celebração eucarística dominical, pois não têm um presbítero para presidi-la. Uma grande dor e um grande desafio que a Igreja tem dificuldade de responder. Essas milhares de pessoas, diz Aparecida, “também elas podem e devem viver ‘segundo o domingo’. Podem alimentar seu já admirável espírito missionário participando da ‘celebração dominical da Palavra’, que faz presente o Mistério Pascal no amor que congrega (cf. Jo 3,14), na Palavra acolhida (Jo 5, 24-25) e na oração comunitária (cf. Mt 18,20)”.

Transcrevo uma parte da Homilia do Papa Bento XVI, proferida no dia 09 de setembro de 2007, na Catedral de Viena, Áustria. São palavras que podem nos ajudar a valorizar cada vez mais nossas celebrações dominicais. “Sem o dom do Senhor, sem o Dia do Senhor não podemos viver”: assim responderam no ano 304 alguns cristãos de Abitinia, atual Tunísia, quando, surpreendidos na celebração eucarística dominical, que estava proibida, foram conduzidos ante o juiz, que lhe perguntou por que, no Domingo, haviam celebrado a liturgia, sabendo que isso implicava castigo de morte. Na palavra “domingo” estão enlaçados indissoluvelmente dois significados, cuja unidade devemos novamente aprender a perceber. Encontra-se sobretudo o dom do Senhor – este dom é Ele mesmo: o Ressuscitado, de cujo contato e proximidade os cristãos têm necessidade para serem eles mesmos. Este, no entanto, não é apenas um contato espiritual, interno, subjetivo: o encontro com o Senhor inscreve-se no tempo através de um dia preciso. E desta maneira inscreve-se em nossa existência concreta, corpórea e comunitária, que é temporalidade. Dá a nosso tempo, e portanto a nossa vida em seu conjunto, um centro, uma ordem interior.

Para aqueles cristãos, a celebração eucarística dominical não era um preceito, mas uma necessidade interior. Sem aquele que sustenta nossa vida com seu amor, a própria vida é vazia. Abandonar ou trair este centro tira da vida seu fundamento, sua dignidade interior e sua beleza.

Essa atitude dos cristãos do século IV é válida também para nós, que temos necessidade de uma relação que nos sustente e dê orientação e conteúdo a nossa vida. Também nós temos necessidade de contato com o Ressuscitado, que nos sustenta para além da morte. Temos necessidade deste encontro que nos reúne, que nos dá um espaço de liberdade, que nos faz olhar mais além do ativismo da vida diária o amor criador de Deus, do qual viemos e para o qual caminhamos.

«Sem o Dia do Senhor não podemos viver». Sem o Senhor e o dia que Lhe pertence não se realiza uma vida bem conquistada. O Domingo, em nossas sociedades ocidentais, transformou-se em um fim de semana, em tempo livre. O tempo livre, especialmente na pressa do mundo moderno, certamente é uma coisa bela e necessária. Mas se o tempo livre não tem um centro interior, do qual provém uma orientação em seu conjunto, acaba por ser tempo vazio que não nos fortalece e descansa. O tempo livre precisa de um centro – o encontro com Aquele que é nossa origem e nossa meta. Lembro a frase do cardeal Faulhaber: «Dá à alma seu Domingo, dá ao Domingo sua alma». Precisamente porque no Domingo se trata em profundidade o encontro, na Palavra e no Sacramento, com o Cristo ressuscitado, o alcance deste dia abraça a realidade inteira. Os primeiros cristãos celebraram o primeiro dia da semana como Dia do Senhor, porque era o dia da ressurreição.

Contudo, muito logo a Igreja tomou consciência também do fato de que o primeiro dia da semana é o dia da manhã da criação, o dia no qual Deus disse «Faça-se a luz» (Gêneses 1, 3). Por isso, o Domingo é para a Igreja também a festa semanal da criação – a festa do agradecimento e da alegria pela criação de Deus. Em uma época na qual, por causa de nossas intervenções humanas, a criação parece exposta a múltiplos perigos, temos de acolher conscientemente inclusive esta dimensão do Domingo. Para a Igreja primitiva, o primeiro dia, depois, assimilou progressivamente também a herança do sétimo dia, o sabbat. Participamos do repouso de Deus, um repouso que abraça todos os homens. Assim percebemos neste dia um pouco de liberdade e da igualdade de todas as criaturas de Deus”. Que estas palavras do Papa Bento XVI e do documento de Aparecida sejam estímulo para prepararmos cada vez mais e melhor nossas celebrações dominicais.

Liturgia em Mutirão II - CNBB

22 de novembro de 2011

Ano Litúrgico: A Santificação do Tempo

Pe. Kleber Rodrigues da Silva

Com a celebração da festa de Cristo Rei, concluímos o Ano Litúrgico. Quando olhamos para a história percebemos que nossa vida situa-se dentro e um tempo cronológico, mas mais ainda dentro de um tempo da graça divina (tempo kairológico). Olhando para o centro de nossa fé, o Mistério Pascal de Jesus Cristo, nele encontramos o sentido ou, se preferirmos, os fundamentos que proporcionam uma atmosfera e uma realidade de santificação de nosso tempo, saboreando a ação em favor de toda a Igreja: Corpo Místico de Cristo, Povo de Deus, Templo do Espírito Santo e Sacramento Universal de Salvação (cf. eclesiologia do Vaticano II). A celebração do Mistério Pascal é a base para entendermos a santificação do Tempo. A ação divina perpassa a realidade humana e derrama sobre ela os seus dons, os seus frutos, o que ela essencialmente é: Comunhão. Temos a possibilidade de experimentar novamente a Aliança, agora Nova e Eterna. Somos resgatados e inseridos no Coração de Jesus Cristo, naquela porta que se abre do alto da cruz pra adentrarmos ao eterno.

Nossa vida humana e eclesial (de Igreja, na Igreja e como Igreja) se desenvolve dentro de um Tempo que às vezes independe da vontade humana (chuva, sol, calor, frio, vento, dia e noite, manhã e tarde), de um Tempo no qual construímos nossa história: gravidez, nascimento, primeiros meses de vida, os cuidados da família, os primeiros passos, os primeiros tombos, os primeiros dentinhos, a fase de criança, a adolescência, a juventude, a maturidade, a terceira idade, a morte. Percorremos um ciclo existencial e vamos deixando as marcas, escrevendo o livro de nossa vida e por fim, pela nossa experiência com a realidade divina, acorremos ao Templo, à Igreja, à Comunidade para celebrar estes diversos momentos. Queremos na verdade agradecer a Deus por ter voltado o seu olhar para cada um de nós ao longo desta caminhada. Sendo assim, como uma grande Assembléia dos Chamados, dos Escolhidos, membros da Comunidade do Ressuscitado, adentramos numa “pedagogia de formação de cristãos”: O Ano Litúrgico que, com seus Tempos Litúrgicos, transmite a sua extensa “carga” de significados espirituais, pelos quais podemos perceber que nossa história é santificada.

Dentro da pedagogia do ano litúrgico, a riqueza do conjunto de celebrações, textos bíblicos, sacramentos e sacramentais, a Igreja oferece-nos a possibilidade de vivenciarmos a “Páscoa do Cristo na Páscoa da gente e a Páscoa da gente na Páscoa de Cristo”. É importante lembrar que este mistério acontece também na ida de pessoas, homens, mulheres, crianças como nós e que hoje a Igreja proclama como Santos e Santas, mas não nasceram assim foram construindo sua história de santificação pela graça divina e pela participação no projeto do Reino de Deus. Ao fazermos a experiência dos Tempos Litúrgicos podemos recolher deles os elementos ou, no sentido figurado, os tijolinhos que vamos colocando na estrada de nossa vida, na busca pela santificação. É preciso entender que nesta pedagogia cristã alimentamo-nos com os sinais sensíveis, com a teologia expressa pelo próprio rito, pela música, pela Palavra proclamada, pela organização do próprio espaço celebrativo, pelo Corpo e Sangue oferecidos e repartidos na Assembleia Litúrgica.

[...] O caminho está apontado. Distante de nós? Acredito que não. A experiência mística é possível no cotidiano de nossa vida alimentada e fortalecida pela nossa Páscoa Semanal (Eucaristia Dominical: mesa da Palavra e do Sacrifício). Que a pedagogia do Ano litúrgico possa nos ajudar a fazer uma autêntica experiência do Homem de Nazaré e do Cristo pela Igreja, com a Igreja e como Igreja. Que percorrendo este caminho possamos ser santificados pela graça divina e nos tornarmos testemunhas autênticas do Mistério Pascal.

Liturgia em Mutirão II - CNBB

14 de novembro de 2011

Bom dia povo abençoado!!!

Estou super sumida né?
Mas é muita coisa boa acontecendo em minha vida.

Troquei de emprego, estou trabalhando num local muito mais longe, uma viagem todo dia. Duas horas para ir e duas pra voltar. Chego sempre em casa morta e é só o tempo de tomar banho e dormir.

Na última semana resolvi voltar pra academia, pois estava super sedentária e isso não faz bem. Chego em casa mais tarde ainda.

Outra novidade é que fui agraciada na igreja e fui convidada para ser Ministra de Comunhão. Isso é uma benção mesmo e estou muito feliz, daí já começamos o curso que será de um ano.

Se Deus quiser, vou conseguir organizar minha rotina para poder atualizar este blog que criei com tanto amor e carinho.

Bjos e assim que der visito todos vocês!
Uma abençoada Semana.

4 de outubro de 2011

São Francisco de Assis


São Francisco de Assis Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.

Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "Senhora Pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". Ele respondeu que ao amo. "Porque, então, transformas o amo em criado?", replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: "Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas".

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria... Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas.

O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

30 de setembro de 2011

Só Deus dá sentido à vida e futuro ao homem, diz Bento XVI

Leonardo Meira
Da Redação

Papa chega à Praça de São Pedro para a Catequese
O Papa Bento XVI aproveitou a Catequese desta quarta-feira, 28, para fazer um resumo das "intensas e estupendas jornadas transcorridas" durante a Visita Pastoral à Alemanha, realizada entre quinta-feira, 22, e domingo, 25.

"Esses momentos foram um precioso presente que nos fizeram perceber novamente como é Deus quem dá à nossa vida o sentido mais profundo, a verdadeira plenitude, antes, que somente Ele dá a nós, dá a todos um futuro", destacou.
O Pontífice disse que a visita, com o
tema "Onde há Deus, há futuro", foi uma grande festa de fé e oportunidade para se encontrar com as pessoas e falar de Deus, de rezar juntos e confirmar os irmãos e as irmãs na fé.

29 de setembro de 2011

Catequese de Bento XVI sobre a viagem apostólica à Alemanha

Leonardo Meira
Da Redação


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Queridos irmãos e irmãs!

Como sabeis, de quinta-feira e domingo passados, realizei uma Visita Pastoral à Alemanha; estou feliz, portanto, como de costume, por aproveitar a ocasião da Audiência de hoje para percorrer convosco as intensas e estupendas jornadas transcorridas no meu País de origem. Atravessei a Alemanha de norte a sul, do leste ao oeste: da capital Berlim a Erfurt e a Eichsfeld e, enfim, a Friburgo, cidade próxima à fronteira com a França e a Suíça. Agradeço, antes de tudo, ao Senhor pela possibilidade que me ofereceu de me encontrar com as pessoas e falar de Deus, de rezarmos juntos e confirmar os irmãos e as irmãs na fé, segundo o particular mandato que o Senhor confiou a Pedro e aos seus sucessores. Essa visita, desenvolvida sob o tema "Onde há Deus, há futuro", foi verdadeiramente uma grande festa da fé: nos vários encontros e colóquios, nas celebrações, especialmente nas Missas solenes com o povo de Deus. Esses momentos foram um precioso presente que nos fizeram perceber novamente como é Deus quem dá à nossa vida o sentido mais profundo, a verdadeira plenitude, antes, que somente Ele dá a nós, dá a todos um futuro.

Com profunda gratidão, recordo a acolhida calorosa e entusiasta, bem como a atenção e o afeto a mim demonstrados nos vários lugares que visitei. Agradeço de coração aos Bispos alemães, especialmente aqueles das Dioceses que me hospedaram, pelo convite por quanto fizeram, juntamente com tantos colaboradores, para preparar esta viagem. Um vivo agradecimento dirijo igualmente ao Presidente Federal e a todas as autoridades políticas e civis a nível federal e regional. Sou profundamente grato a quantos contribuíram, de diversos modos, com o bom êxito da Visita, sobretudo aos numerosos voluntários. Assim, essa foi um grande dom para mim e para todos nós e suscitou alegria, esperança e um novo impulso de fé e de compromisso pelo futuro.

Na capital federal, Berlim, o Presidente Federal acolheu-me na sua residência e me deu as boas-vindas, em seu nome e de todos os seus conterrâneos, expressando a estima e o afeto por um Papa nativo da terra alemã. De minha parte, pude esboçar um breve pensamento sobre o relacionamento recíproco entre religião e liberdade, recordando uma frase do grande Bispo e reformador social Wilhelm von Ketteler: "Da mesma forma como a religião precisa da liberdade, assim também a liberdade precisa da religião".

De bom grado, acolhi o convite a dirigir-me ao Bundestag (Parlamento), aquele que foi certamente um dos grandes momentos de minha viagem. Pela primeira vez, um Papa pronunciou um discurso diante dos membros de um Parlamento alemão. Em tal ocasião, quis expor o fundamento do direito e do livre Estado de direito, isto é, a medida de todo o direito, inscrito pelo Criador no ser mesmo da sua criação. É necessário, por isso, alargar o nosso conceito de natureza, compreendendo-a não somente como um conjunto de funções, mas, mais do que isso, como linguagem do Criador para auxiliar-nos a discernir o bem do mal. Sucessivamente, houve também um encontro com alguns representantes da comunidade judaica na Alemanha. Recordando as nossas comuns raízes na fé no Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, evidenciamos os frutos obtidos até agora no diálogo entre a Igreja Católica e o Judaísmo na Alemanha. Tive também a oportunidade de encontrar-me com alguns membros da comunidade muçulmana, concordando com eles acerca da importância da liberdade religiosa para um desenvolvimento pacífico da humanidade.

A Santa Missa no estádio olímpico, em Berlim, na conclusão do primeiro dia da Visita, foi uma das grandes celebrações litúrgicas que me deram a possibilidade de rezar juntamente com os fiéis e de encorajá-los na fé. Fiquei muito contente com a numerosa participação das pessoas! Naquele momento festivo e impressionante, meditamos sobre a imagem evangélica das videiras e dos ramos, isto é, sobre a importância de estarmos unidos a Cristo para a nossa vida pessoal de fiéis e para o nosso ser Igreja, seu corpo místico.

A segunda etapa da minha Visita foi na Turíngia. A Alemanha, e a Turíngia, de modo particular, é a terra da reforma protestante. Portanto, desde o início, quis ardentemente dar particular destaque ao ecumenismo no quadro desta viagem, e foi meu forte desejo viver um momento ecumênico em Erfurt, porque exatamente em tal cidade Martinho Lutero entrou na comunidade dos Agostinianos e ali foi ordenado sacerdote. Por isso, fiquei muito contente pelo encontro com os membros do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha e pelo ato ecumênico no ex-Convento dos Agostinianos: um encontro cordial que, no diálogo e na oração, levou-nos de modo mais profundo a Cristo. Vimos novamente o quanto seja importante o nosso comum testemunho da fé em Jesus Cristo no mundo de hoje, que frequentemente ignora a Deus ou não se interessa por Ele. É necessário o nosso esforço comum no caminho rumo a uma plena unidade, mas sempre somos bem conscientes de que não podemos "fazer" seja a fé, seja a unidade tão desejada. Uma fé criada por nós mesmos não tem nenhum valor, e a verdadeira unidade é, mais do que tudo, um dom do Senhor, o qual rezou e reza sempre pela unidade dos seus discípulos. Somente Cristo pode dar-nos essa unidade, e seremos sempre mais unidos na medida em que voltarmos a Ele e nos deixamos transformar por Ele.

Um momento particularmente emocionante foi, para mim, a celebração das Vésperas marianas diante do Santuário de Etzelsbach, onde me acolheu uma multidão de peregrinos. Desde jovem, tinha ouvido falar da região de Eichsfeld – porção de terra que permaneceu sempre católica em meio às várias vicissitudes da história – e dos seus habitantes que se opuseram corajosamente ás ditaduras do nazismo e do comunismo. Assim, fiquei muito contente por visitar essa Eichsfeld e o seu povo em uma peregrinação à imagem milagrosa da Virgem Dolorosa de Etzelsbach, onde, por séculos, os fiéis confiaram a Maria as próprias necessidades, preocupações, sofrimentos, recebendo conforto, graças e bênçãos. Além disso, foi tocante a Missa celebrada na magnífica Piazza del Duomo em Erfurt. Recordando os santos patronos da Turíngia – Santa Elisabete, São Bonifácio e São Kilian – e o exemplo luminoso dos fiéis que testemunharam o Evangelho durante os sistemas totalitários, convidei os fiéis a serem os santos de hoje, válidos testemunhos de Cristo, e a contribuir para construir a nossa sociedade. Sempre, de fato, foram os santos e as pessoas permeadas pelo amor de Cristo a transformar verdadeiramente o mundo. Comovente foi também o breve encontro com monsenhor Hermann Scheipers, o último sacerdote alemão vivo sobrevivente ao campo de concentração de Dachau. Em Erfurt, tive também a ocasião de encontrar algumas vítimas de abuso sexual por parte dos religiosos, aos quais quis assegurar a minha dor e minha proximidade em seus sofrimentos.

A última etapa da minha viagem levou-me ao sudoeste da Alemanha, na Arquidiocese de Friburgo. Os habitantes desta bela cidade, os fiéis da Arquidiocese e os numerosos peregrinos vindos das vizinhas Suíça e França e de outros Países reservaram-me uma acolhida particularmente festiva. Pude experimentá-lo também na Vigília de oração com milhares de jovens. Fiquei feliz ao ver que a fé na minha pátria alemã tem um rosto jovem, que é viva e tem um futuro. No sugestivo rito da luz, transmiti aos jovens a chama do círio pascal, símbolo da luz que é Cristo, exortando-os: "Vós sois a luz do mundo". Repeti a eles que o Papa confia na colaboração ativa dos jovens: com a graça de Cristo, são capazes de levar ao mundo o fogo do amor de Deus.

Um momento singular foi o encontro com os seminaristas no Seminário de Friburgo. Respondendo em um certo sentido à tocante carta que me enviaram algumas semanas antes, quis mostrar àqueles jovens a beleza e a grandeza do seu chamado por parte do Senhor e oferecer a eles algum auxílio para prosseguir o caminho de seguimento com alegria e em profunda comunhão com Cristo. Também no Seminário, pude encontrar-me, em uma atmosfera fraterna, com alguns representantes das Igrejas ortodoxas e ortodoxas orientais, dos quais nós, católicos, nos sentimos muito próximos. Exatamente desta ampla semelhança deriva também a missão comum de ser fermento para a renovação da nossa sociedade. Um amigável encontro com representantes do laicato católico alemão concluiu a série de eventos no Seminário.
 
A grande celebração eucarística dominical no aeroporto turístico de Friburgo foi um outro momento culminante da Visita pastoral, e a ocasião para agradecer a quantos se empenham nos vários âmbitos da vida eclesial, sobretudo os numerosos voluntários e colaboradores das iniciativas caritativas. São esses que tornam possíveis os múltiplos auxílios que a Igreja alemã oferece à Igreja universal, especialmente nas terras de missão. Recordei também que o seu precioso serviço será sempre fecundo, quando deriva de uma fé autêntica e viva, em união com os Bispos e o Papa, em união com a Igreja. Enfim, antes do meu retorno, falei com milhares de católicos comprometidos na Igreja e na sociedade, sugerindo algumas reflexões sobre a ação da Igreja em uma sociedade secularizada, com o convite de ser mais livre de fardos materiais e políticos para ser mais transparente a Deus.
 
Queridos irmãos e irmãs, esta Viagem Apostólica à Alemanha ofereceu-me uma ocasião propícia para encontrar os fiéis da minha pátria alemã, para confirmá-los na fé, na esperança e no amor, e compartilhar com eles a alegria de serem católicos. Mas a minha mensagem era destinada a todo o povo alemão, para convidas a todos a olhar o futuro com confiança. É verdade, "Onde há Deus, há futuro". Agradeço, mais uma vez, a todos aqueles que tornaram possível esta Visita e a quantos me acompanharam com a oração. O Senhor abençoe o Povo de Deus na Alemanha e abençoe a todos vós. Obrigado.



Ao final da Catequese, o Papa dirigiu aos peregrinos de língua portuguesa a seguinte saudação:

Amados peregrinos de língua portuguesa,
cordiais saudações para todos vós, de modo especial para os fiéis de Piracicaba e Belo Horizonte, de Bauru e Apucarana: convido-vos a olhar com confiança o vosso futuro em Deus. Com a graça de Cristo, sois capazes de levar ao mundo o fogo do amor de Deus. Sobre vós e vossas famílias desça a minha Bênção.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=283689

Catequese de Bento XVI sobre o Salmo 22

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)




Sala Paulo VI

Quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Queridos irmãos e irmãs,

na Catequese de hoje, gostaria de me aprofundar em um Salmo com fortes implicações cristológicas, que continuamente aflora nas narrações da paixão de Jesus, com a sua dúplice dimensão de humilhação e de glória, de morte e de vida. É o Salmo 22, segundo a tradição hebraica, 21 segundo a tradição greco-latina, uma oração dolorosa e tocante, de uma densidade humana e riqueza teológica que o tornam um dos Salmos mais rezados e estudados de todo o Saltério. Trata-se de uma longa composição poética, e nós nos deteremos particularmente sobre a primeira parte, centrada no lamento, para aprofundar algumas dimensões significativas da oração de súplica a Deus.

Esse Salmo apresenta a figura de um inocente perseguido e circundado por adversários que desejam a sua morte; e ele recorre a Deus em um lamento doloroso que, na certeza da fé, abre-se misteriosamente ao louvor. Na sua oração, a realidade angustiante do presente e a memória consoladora do passado alternam-se, em uma sofrida busca de consciência da própria situação desesperadora, que, contudo, não deseja renunciar à esperança. O seu grito inicial é um apelo dirigido a um Deus que parece distante, que não responde e parece tê-lo abandonado:

"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?
Meu Deus, clamo de dia e não me respondeis;
imploro de noite e não me atendeis" (vv. 2-3)

Deus silencia-se, e esse silêncio lacera a alma do orante, que incessantemente chama, mas sem encontrar resposta. Os dias e as noites sucedem, em uma busca inestancável de uma palavra, de um auxílio que não vem; Deus parece tão distante, tão esquecido, tão ausente. A oração pede escuta e resposta, solicita um contato, busca uma relação que possa dar conforto e salvação. Mas, se Deus não responde, o grito de auxílio se perde no rosto e na solidão tornada insustentável. E ainda assim, o orante do nosso Salmo, por três vezes, no seu grito, chama o Senhor de "meu" Deus, em um extremo ato de confiança e de fé. Não obstante toda a aparência, o Salmista não pode crer que o vínculo com o Senhor tenha sido interrompido totalmente; e, enquanto questiona o porquê de um presunto abandono incompreensível, afirma que o "seu" Deus não pode o abandonar.
Come se nota, o grito inicial do Salmo, "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?", é reportado pelos Evangelhos de Mateus e de Marcos como o grito lançado por Jesus morrendo na cruz (cf. Mt 27,46; Mc 15,34). Isso expressa toda a desolação do Messias, Filho de Deus, que está enfrentando o drama da morte, uma realidade totalmente oposta ao Senhor da vida. Abandonado por quase todos os seus, traído e renegado pelos discípulos, entornado por quem o insulta, Jesus está sob o peso esmagador de uma missão que deve passar pela humilhação e aniquilamento. Por isso grita ao Pai, e o seu sofrimento assume as palavras dolorosas do Salmo. Mas o seu não é um grito desesperado, como não o era aquele do Salmista, que na sua súplica percorre um caminho atormentado de névoas, mas, sim, encontra-se em uma perspectiva de louvor, na confiança da vitória definitiva. E porque, no costume hebraico, citar ao início de um Salmo implicava uma referência a todo o poema, a oração agonizante de Jesus, ainda que mantendo a sua carga de indizível sofrimento, abre-se à certeza da glória. "Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?", dirá o Ressuscitado aos discípulos de Emaús (Lc 24,26). Na sua paixão, em obediência ao Pai, o Senhor Jesus atravessa o abandono e a morte para chegar à vida e doá-la a todos os crentes.

A esse grito inicial de súplica, no nosso Salmo 22, segue-se, em doloroso contraste, a recordação do passado:

"Nossos pais puseram sua confiança em vós,
esperaram em vós e os livrastes.
A vós clamaram e foram salvos;
confiaram em vós e não foram confundidos" (vv. 5-6)

Aquele Deus que hoje, ao Salmista, parece tão distante, é, contudo, o Senhor misericordioso que Israel sempre experimentou em sua história. O povo a que o orante pertence foi alvo do amor de Deus e pôde testemunhar a sua fidelidade. A começar pelos Patriarcas, e depois no Egito e na longa peregrinação pelo deserto, na permanência na terra prometida em contato com populações agressivas e inimigas, até a escuridão do exílio, toda a história bíblica foi uma história de grito de auxílio por parte do povo e de respostas salvíficas por parte de Deus. E o Salmista faz referência à constante fé dos seus pais, que "confiaram" – por três vezes essa palavra é repetida – sem nunca ficarem desiludidos. Agora, todavia, parece que essa cadeia de invocações confiantes e respostas divinas se interrompe; a situação do Salmista parece desmentir toda a história da salvação, tornando ainda mais dolorosa a realidade presente.

Mas Deus não pode se contradizer, e eis então que a oração volta a descrever a situação penosa do orante, para induzir o Senhor a ter piedade e intervir, como tinha sempre feito no passado. O Salmista define-se como um "verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe" (v. 7), é ridicularizado, escarnecido (cf. v. 8) e ferido exatamente na fé: "Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama" (v. 9), dizem. Sob os golpes zombeteiros da ironia e da provocação, parece quase que o perseguido perde as próprias conotações humanas, como o Servo sofredor esboçado no Livro de Isaías (cf. Is 52,14; 53,2b-3). E como o justo oprimido do Livro da Sabedoria (cf. 2,12-20), como Jesus no Calvário (cf. Mt 27,39-43), o Salmista coloca em questão o seu relacionamento com o seu Senhor, no realce cruel e sarcástico disto que o está fazendo sofrer: o silêncio de Deus, a sua aparente ausência. No entanto, Deus esteve presente na existência do orante com uma proximidade e uma ternura incontestáveis. O Salmista recorda-o ao Senhor: "Sim, fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro, me fizestes repousar em seu seio. Eu vos fui entregue desde o meu nascer" (vv. 10-11a). O Senhor é o Deus da vida, que faz nascer e acolhe o recém-nascido e toma cuidado dele com afeto de pai. E, se antes era feita memória da fidelidade de Deus na história do povo, agora o orante evoca a própria história pessoal de relacionamento com o Senhor, ressaltando o momento particularmente significativo do início da sua vida. E ali, não obstante a desolação do presente, o Salmista reconhece uma proximidade e um amor divinos tão radicais a ponto de poder agora exclamar, em uma confissão plena de fé e geradora de esperança: "desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus" (v. 11b).

O lamento torna-se, então, súplica do coração: "Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude" (v. 12). A única proximidade que o Salmista percebe e que o espanta é aquela dos inimigos. É, portanto, necessário que Deus se faça próximo e socorra, porque os inimigos circundam o orante, cercam-no, e são como touros numerosos, como leões que abrem suas fauces para rugir e arrebatar (cf. vv. 13-14). A angústia altera a percepção do perigo. Os adversários parecem invencíveis, tornam-se animais ferozes e perigosíssimos, enquanto o Salmista é como um pequeno verme, impotente, sem defesa alguma. Mas essas imagens usadas no Salmo servem também para dizer que, quando o homem torna-se brutal e agride o irmão, algo de animalesco toma conta dele, parece perder toda a aparência humana; a violência tem sempre em si algo de bestial e somente a intervenção salvífica de Deus pode restituir o homem à sua humanidade. Ora, para o Salmista, objeto de tantas ferozes agressões, parece não haver mais escapatória, e a morte começa a tomar posse dele: "Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; [...] minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua [...] repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica" (vv. 15.16.19). Com imagens dramáticas, que se reencontram nas narrativas da paixão de Cristo, descreve-se o desfalecimento do corpo condenado, a sede insuportável que atormenta o homem moribundo e que encontra eco no pedido de Jesus: "Tenho sede" (cf. Jo 19,28), para chegar ao gesto definitivo dos algozes que, como os soldados sob a cruz, repartem entre si as vestes da vítima, considerada já morta (cf. Mt 27,35; Mc 15,24; Lc 23,34; Jo 19,23-24).

Eis então, urgente, de novo o pedido de socorro: "Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai. […] Salvai-me" (vv. 20.22a). É esse um grito que adentra os céus, porque proclama uma fé, uma certeza que vai para além de toda a dúvida, de toda a escuridão e de toda a desolação. E o lamento transforma-se, cede lugar à oração no acolhimento da salvação: "Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembleia" (vv. 22c-23). Assim, o Salmo abre-se à ação de graças, ao grande hino final que envolve todo o povo, os fiéis do Senhor, a assembleia litúrgica, as gerações futuras (cf. vv. 24-32). O Senhor vem em auxílio, salvou o pobre e lhe mostrou o seu rosto de misericórdia. Morte e vida se entrecruzam em um mistério inseparável, e a vida triunfou, o Deus da salvação se mostrou no Senhor de modo incontestável, tanto que todos os confins da terra O celebrarão e diante d'Ele todas as famílias dos povos se prostrarão. É a vitória da fé, que pode transformar a morte em dom da vida, o abismo do dor em fonte de esperança.

Irmãos e irmãs caríssimos, esse Salmo nos levou ao Gólgota, aos pés da cruz de Jesus, para reviver a sua paixão e compartilhar a alegria fecunda da ressurreição. Deixemo-nos, portanto, invadir pela luz do mistério pascal também na aparente ausência de Deus, também no silêncio de Deus, e, como os discípulos de Emaús, aprendamos a discernir a verdadeira realidade para além das aparências, reconhecendo o caminho da exaltação exatamente na humilhação, e o pleno manifestar-se da vida na morte, na cruz. Assim, recolocando toda a nossa confiança e a nossa esperança em Deus Pai, em cada angústia, possamos rezar também nós a Ele com fé, e o nosso grito de súplica se transforme em canto de louvor. Obrigado.




Ao final da Catequese, o Papa dirigiu aos peregrinos de língua portuguesa a seguinte saudação:

Dirijo a minha saudação amiga aos membros da União Missionária Franciscana, vindos de Portugal, aos brasileiros do Grupo Vocacional e a todos os demais peregrinos lusófonos aqui presentes. Neste dia da Exaltação da Santa Cruz, deixemo-nos invadir pela luz do mistério pascal, para reconhecermos o caminho da exaltação precisamente na humilhação, colocando toda a nossa esperança em Deus, e assim o nosso grito de ajuda transformar-se-á em cântico de louvor. E que a bênção de Deus desça sobre vós e vossas famílias!

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=283690

contanto

Ei pessoal, bom dia!

Sei que peguei um pouco pesado e por isso quero pedir desculpas, mas infelizmente um blog para ser bom, não precisa parecer uma escola de samba, cheio de alegorias e adereços, rs.

Agora quero compartilhar algo muito legal que está acontecendo nas turminhas da minha mãe e na minha. Não sei se lembram dos telefones que postei aqui para ajudar em cada momento, quem não viu ou não lembra, só clicar AQUI.

Esses telefones estão fazendo o maior sucesso com as crianças. Elas realmente se interessaram pela bíblia e através deles, estão procurando. Isso é tão gostoso de saber... Espero que quem tenha utilizado, esteja tendo o mesmo resultado.

Beijinhos
Boa quinta-feira

Leitura para todo Catequista

Bom Dia povo de DEUS!!

Vi no blog da Lucyanna Rodrigues em Catequista, semeando amor e adorei, resolvi compartilhar. Todo catequista e canditado a ser deveria ler.

Bjos e bom dia a todos.

Beta
 
 
10 COISAS QUE TODO CANDIDATO A CATEQUISTA DEVERIA SABER

1ª – Você está sendo convidado para uma missão e não para uma simples tarefa que qualquer um executa. Encare a catequese como algo sério, comprometedor, útil. Suas palavras e suas ações como catequista terão efeito multiplicador se forem realizadas com ânimo e compromisso;

2ª – Sorria ao encontrar seus catequizandos. Um catequista precisa sorrir mesmo quando tudo parece desabar. Execute sua tarefa com alegria e não encare os encontros de catequese como um fardo e ser carregado;

3ª – Se no primeiro contratempo que aparecer você desistir, é melhor nem começar. A catequese, assim como qualquer outra atividade, apresenta situações difíceis. Mas que graça teria a missão de um catequista se tudo fosse muito fácil? Seja insistente e que sua teimosia lhe permita continuar nesta missão e não abandonar o barco na primeira situação adversa;

4ª – Torne os pais de seus catequizandos aliados e não inimigos. Existem muitos pais que não querem nada com nada na catequese. Mas procure centrar o seu foco naqueles que estão empolgados, interessados e são participantes ativos. Não fiquei apenas reclamando as ausências. Vibre com as presenças daqueles que são compromissados com a catequese e interessados pela vida religiosa de seus filhos;

5ª – Lembre-se sempre que você é um catequista da Igreja Católica. Por isso você precisa defender as doutrinas e os ensinamentos católicos. Alguns catequistas que se aventuram da tarefa da catequese, as vezes, por falta de preparo, acabam fazendo, nos encontros, um papel contrário aquilo que a Igreja prega sobre diversos assuntos. Isso é incoerência das maiores;

6ª – Não esqueça da sua vida pessoal. Por ser catequista, a visibilidade é maior. Então cuide muito dos seus atos fora da Igreja. Não precisa ser um crente, mas é preciso falar uma coisa e agir da mesma forma. A incoerência nas ações de qualquer cristão, passa a ser um tiro no pé;

7ª – Saiba que você faz parte de um grupo de catequistas e não é um ser isolado no mundo. Por isso, se esforce para participar das reuniões propostas pela equipe da sua catequese. Procure se atualizar dos assuntos discutidos e analisados nestas reuniões. Esta visão comunitária é essencial na catequese. Catequista que aceita a mudar catequese e acha que o seu trabalho é apenas com os encontros, está fora de uma realidade de vivência em grupo;

8ª – Freqüente a missa. Falamos tanto nisso nos encontros, reuniões e retiros de catequese e cobramos que os jovens e os pais não freqüentam as celebrações no final de semana. O pior é que muitos catequistas também não vão à missa. Como exigir alguma coisa se não damos o exemplo?

9ª – Seja receptivo com todos, acolhedor, interessado. Mas isso não significa ser flexível demais. Tenha regras de conduta, acompanhe a freqüência de cada um de seus jovens, deixe claro que você possui comando. Fale alto, tenha postura corporal nos encontros, chegue no horário marcado, avise com antecedência quando precisar se ausentar, mantenha contato com os pais pelo menos uma vez por mês. Você é o catequista e, através de você, o reino de Deus está sendo divulgado. Por isso, você precisa não apenas “aparentar”, mas ser catequista por inteiro;

10ª – Seja humilde para aprender. Troque idéias com os seus colegas catequistas. Peça ajuda se for necessário. Ouça as sugestões e nunca pense que você é o melhor catequista do mundo. Não privilegie ninguém e trate todos com igualdade. Somos apenas instrumentos nas mãos de Deus. É Ele quem opera quem nos conduz e, através de nós, evangeliza. Seja simples, humilde e ao mesmo tempo forte e guerreiro para desempenhar a sua missão.

Ela acrescentou esse último:
11ª - Seja grato ao Senhor pelo presente que Ele lhe concedeu! Quanta confiança depositada, quanto amor em lhe permitir semear amor!

28 de setembro de 2011

Desabafo x Dica

Ei pessoal!
Queria fazer um desabafo e dar uma dica a todos os blogueiros.

Alguns blogs estão pesados demais o que dificulta a leitura. É muito ruim entrar num blog colorido demais, cheio de balangandans, fotos e mais fotos e muito mais fotos. Até a página carregar, eu que odeio entrar em blogs assim, desisto e saio na mesma hora. Blogs com muitas cores dificulta a leitura.

Outra coisa que eu acho muito chato é blog com música. Seja ela qual for. Isso torna mais pesado ainda o blog e chato. Toda hora que você muda a página no blog, mesmo você tendo pausado a música, ela volta. Sei que é tudo bonitinho e tal, mas um blog, quanto menos carregado, mais limpo e com cores mais suaves é melhor a leitura.

Isso aprendi com o tempo. Eu não tenho tempo de ficar comentando em todos os blogs da lista do catequista unidos, meu tempo agora ficará mais curto ainda, pois estou mudando de emprego, então os blogs que são assim, muito pesados, infelizmente eu não terei tempo de esperar carregar todas as coisas.

Não adianta você atualizar todo dia, com um monte de coisas sobre tudo, se ninguém aguenta entrar no seu blog, por mais que seja interessante, pois ele não é agradável.

Desculpe se fui até dura, mas assim como fizeram um manifesto sobre as letrinhas na hora de comentar, que eram chatas, eu deixo esse recado.

Encontro Final sobre a Bíblia

Bom dia Pessoal!


Semana passada falamos sobre a bíblia, onde entregamos essa folha abaixo para cada criança, lemos e falamos de forma mais clara o que significa cada passo.  

(Clique na imagem para ampliá-la)

Neste próximo encontro de sábado, será o último sobre a bíblia. Encontrei essa atividade no livro Crescer em Comunhão, da Editora Vozes e fiz no word, pois no livro para tirar cópia seria de várias páginas, não ficaria legal.  
(Clique na imagem para ampliá-la.)


Este segundo é que ensina como encontrar uma citação Bíblica, encontrei em algum blog que não me lembro agora qual foi. Se for de alguém, me diga para eu colocar os devidos créditos.

(Clique na imagem para ampliá-la.)

Beijão pessoal, espero que gostem.
Bom restinho de semana.

Votação

Ei Pessoal!!!

Estou sumida, mas é por conta do EJC que vou participar essa semana. Está tudo bem corrido. Pra quem não conhece o Encontro de Jovens com Cristo (EJC), é um encontro estilo ECC, porém para jovens. Não posso contar mais, porque é segredo hehehehe.

Mas vamos lá... Está rolando a Promoção no Blog do Jonathan Cruz, eu estou concorrendo, gostaria de solicitar a colaboração de todos... é só Marcar meu nomezinho e clicar em Votar =) Segue abaixo como está meu nome lÁ.

CLIQUE AQUI E VOTE EM ROBERTA (BETA)


Vote quantas vezes puderem =)

Bjos e ótima semana a todos

23 de setembro de 2011

Eii!

Ei Pessoal!!!


Depois de um maravilhoso Encontro de Jovens com Cristo (EJC), volto no final da semana... estava muito cansada hehehehhee

Essas últimas semanas foram bem agitadas.

Volto mais tarde com o que vou fazer na catequese deste sábado.

bjs

12 de setembro de 2011

Selinho

Ei pessoal!

Recebi este selinho do Blog Catequese Kids foi uma ideia do Jonathan, segue aí as palavras da Layse

    O nosso amigo Jonathan, do blog Jonathan Cruz está lançando uma campanha bem interessante... Ele nos lembra o quanto é importante fazer comentários nos blogs que visitamos. Como é bom abrir a nossa página e ver que alguém não só passou, mas, nos deixou um "Oi", deixou uma palavra amiga, e deixou uma crítica ou elogio! Eu gosto bastaannte e você?
    O Jonathan também gosta muito de receber um recado, por isso ele lançou essa campanha para não esquecermos de deixar um recado nos blogs que visitamos. Ele nos lembra também de uma das regrinhas de participação do grupo de CATEQUISTAS UNIDOS, que é de sempre visitar os blogs do grupo e deixar um OI naqueles que passarmos...
   Quero dedicar o selinho abaixo para 10 blogs amigos. Para que continuem a campanha e não deixem esse corrente acabar!


Dedico para os blogs a seguir:
1 - Ninos da Catequese
2 - Catequista Gisa
3 - Catequese Casa Forte
4 - Catequese Caminhando
5 - Blog da Nena
6 - Catequista Decca
7 - Catequizando com Jesus
8 - Águas Profundas
9 - Catequese N'atividade
10 - Jardim da Boa Nova

1 de setembro de 2011

A CANETA DA FÉ

A mãe de Raquel ficou surpresa ao ver a filha com seu novo livro de histórias bíblicas, circulando, com uma caneta, a palavra Deus toda vez que esta aparecia.
 
Reprimindo seu desejo de repreender a menina por estragar o livro novo, calmamente a mãe perguntou:
"Por que você está fazendo isso?" 

Raquel respondeu objetivamente:
“Para que eu saiba onde achar Deus na hora que eu precisar dele."

Apesar da ingenuidade da criança, ela teve a idéia certa.
Nas horas de grande aflição, precisamos saber onde achar, na Bíblia, a ajuda do Senhor.

Quantas vezes, ao enfrentar uma grande provação, ficamos desnorteados sem saber o que fazer e a quem buscar para aliviar a pressão que nos envolve e para nos orientar sobre que decisões tomar?

Como um manual de consolo e socorro espiritual, a Palavra de Deus nos traz as respostas que certamente darão paz e alegria aos nossos corações mesmo nas horas de grandes tormentas.

Quando estivermos enfrentando uma prova de enfermidade, apresentemos tudo ao Médico dos médicos que afirmou: "Eu Sou o Senhor que Te sara."

Ao enfrentar o desemprego ou a falta de dinheiro para algo importante, apeguemo-nos à palavra: "Deus suprirá todas as vossas necessidades."

Se as forças nos faltam e tudo parece perdido, alegremo-nos e descansemos diante do Pai que nos diz: "Sou Teu Deus; Eu Te fortaleço, e Te ajudo, e Te sustento."

Se nos sentimos abandonados por tudo e por todos, confiemos no que disse o Senhor Jesus: "Eis que Eu estou convosco todos os dias."

Precisamos circular as promessas maravilhosas de Deus com a caneta da nossa fé e trazê-las coladas bem junto aos nossos olhos espirituais para que a elas recorramos todas as vezes que forem necessárias.

A sua caneta da fé está carregada? Você a tem usado?

Achei no Blog Jardim da Fé

29 de agosto de 2011

Setembro - Mês da Bíblia

Eu estou fazendo meu dever de casa para o próximo encontro e vamos trabalhar sobre o mês da Bíblia.
Encontrei essas atividades e mensagens nos nosso lindos blogs de catequese.

Encontrei algumas no blog Vocação Catequista e outros Encontrei no Ninos Catequese.

A BÍBLIA E O CELULAR 
Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular? E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?

E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório…?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?

Ao contrário do celular, a Bíblia não fica ” muda ” é só abri-la e Deus fala contigo.. Ela ‘pega’ em qualquer lugar.

Não precisa ”pagar” para ter créditos ” automaticamente ao ler e praticá-la os créditos caem em sua conta, porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim. E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. (Is 55:6)








Espero que gostem. Algumas coisas vou utilizar na catequese, as atividades não sei, pois para a idade que dou catequese algumas são muito avançadas.

Beijocas

Beta
EI PESSOAL!

Estou bem sumidinha, prometi dar mais atenção ao blog e acabei sendo convidada para participar do Encontro de Jovens com Cristo (EJC) que acontece anualmente em minha paróquia. Agora estou envolvida também com os preparativos para o encontro que acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de Setembro. Estou muito feliz por ter sido convidada para este encontro novamente.

Quero pedir a todos que orem por mim e por todos que estarão trabalhando e por todos os jovens que vão fazer o encontro. Precisamos de muita oração para que tudo ocorra na mais perfeita harmonia.

Bjos

22 de agosto de 2011

Outra lembrancinha

Ei gente!

Voltei porque resolvi fazer essa lembrancinha e também achei outra que está logo abaixo na net, no blog ensinando os pequeninos.



Milagre da Multiplicação

Bom dia!

Sábado vamos fazer o piquinique e vamos aproveitar para falar da multiplicação de pães.

Vou entregar de lembracinha esses pães que achei no Blog Jardim da Fé

Vamos fazer um teatrinho com as crianças da histórinha. Peguei essa histórinha de vários blogs e fui dando uma acertadinha.
Esta é a história de um garoto que queria ver Jesus.

FILHO: Mãe, eu gostaria de ver Jesus. Posso ir hoje? Disseram-me que Ele irá falar ao povo às margens do mar da Galiléia.

MÃE: Mas meu filho, a multidão que se junta para ouvir esse homem, que dizem ser o Messias, o Filho de Deus, é muito grande. Você é muito novo para ir sozinho. Além disso, o sol está muito quente.

FILHO: Ah, mãe, permita que eu vá, pois quero conhecer Jesus. Dizem que Ele conta histórias maravilhosas, cura os enfermos, cegos vêem, surdos ouvem, paralíticos andam e Ele a todos abençoa, principalmente as crianças. Por favor, eu prometo que tomo cuidado, procuro uma sombra. Faço qualquer coisa para ver e ouvir Jesus.

MÃE: Então vá, meu filho, mas tome cuidado, pois dizem que é muita gente que segue esse homem. Ah! Vou preparar um lanche para você. Cinco pães e dois peixes. Pode ser que você se demore lá e, quando a fome apertar, você terá o que comer.


Assim, com a orientação e a bênção da mãe, foi o jovem para o lugar onde estaria o Mestre.

Jesus Cristo e seus discípulos, cansados, atravessaram de barco o mar da Galiléia para procurar um lugar deserto para descansar. Porém uma grande multidão também estava chegando para ouvi-lo.

Jesus compadeceu-se deles, pois eram como ovelhas sem pastor. Sentou-se em um monte e ensinava ao povo as coisas de Deus, curava os doentes, abençoava a todos e ninguém ia embora. Ele sabia que já era muito tarde e logo a noite cairia, mas viu também que aquelas pessoas tinham vindo de muito longe para vê-lo. Por isso, não queria que elas fossem embora cansadas e com fome, então mandou que os discípulos alimentassem as pessoas antes de mandá-las de volta para suas casas.

O tempo foi passando e a multidão ali permanecia sem comer.

Então Jesus disse a Filipe:
JESUS: Dê de comer ao povo.

FELIPE: Mas Senhor não temos dinheiro. Para cada pessoa poder receber um pouco de pão, nós precisaríamos gastar mais de duzentas moedas de prata! Como vamos alimentar toda essa gente?

Jesus sabia muito bem o que ia fazer, mas queria testar a fé dos seus discípulos.

Jesus Então perguntou:
JESUS: O que vocês conseguiram achar de alimentos no meio da multidão?

Eles procuraram... Procuraram... Até encontrarem um menino com seu lanchinho de cinco pães e dois peixinhos. Então, André (outro discípulos de Jesus) disse:

ANDRÉ: Senhor, encontramos apenas um menino que tem cinco pães e dois peixinhos. Mas o que é isso para alimentar tanta gente?

JESUS: Digam a todos que se sentem na grama.

Então os discípulos organizaram pequenos grupos e todos se sentaram na grama. Em seguida Jesus pegou os pães ofertados pelo menino, orou agradecendo a Deus e os repartiu com todas as pessoas; Ele fez a mesma coisa com os peixinhos.

Naquele dia, o pequeno lanche do menino alimentou quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças. O que era tão pouco, Jesus fez multiplicar e todos comeram à vontade. Quando já estavam satisfeitos, Jesus disse aos discípulos:

JESUS: Recolham os pedaços que sobraram para que nada se estrague.

Eles ajuntaram os pedaços e encheram doze cestos com o que sobrou dos cinco pães. Jesus fez esse milagre com um simples lanche de um menino. O menino jamais tinha visto alguém multiplicar pães e peixes, mas mesmo assim, ofereceu tudo o que tinha para Jesus e viu um grande milagre acontecer através da sua pequena oferta.
 
Conclusão: Hoje, também Deus continua cuidando de cada um de nós e nos dá aquilo que precisamos, Ele é fiel e cuida das necessidades dos seus filhos. Vamos ser sempre agradecidos, obedientes e amar à Deus, tendo um coração sempre grato ao Senhor. A cada dia agradeça pelo que Ele tem te dado a você. Agradecimento é o segredo para ser abençoado!

21 de agosto de 2011

Ei pessoas lindas!

Essa semana eu fiquei bem ausente do blog, mas tive muitos motivos. Estamos passando por algumas mudanças em nossa comunidade e para o melhor.

Sábado fiquei super feliz. Depois das férias as crianças estavam meio preguiçosas, mas fomos atrás delas, ligamos, fomos até suas casas, para saber o que estava acontecendo e o resultado foi positivo. Elas voltaram.

Agora estou programando um piquinique no próximo sábado. Elas adoraram. No próximo espero poder passar um filme bem legal.

Estou trocando idéias com outros catequistas da paróquia e isso está me ajudando bastante. Minha mãe voltou a dar catequese para ajudar uma catequista que está com problemas de saúde. Agora as coisas estão ficando mais animadas.

Esta semana que vem postarei novas coisas para todos.

Bjinhos
Bom domingo

19 de agosto de 2011

Chegou!!

Meu Certificado do curso Catequese Kids chegou!!!


Obrigada Layse, eu adorei o presente também.


Beijinhos.

16 de agosto de 2011

CATEQUISTAS X ROBÔS

Ei gente!
To bem sumidinha, mas é que com o dia dos Pais e algumas questões que estamos tratando lá em minha comunidade as coisas estão tumultuadas, mas está tudo bem.

Li esse texto no blog Deus Na Minha Familia e adorei.


CATEQUISTAS NÃO SÃO ROBÔS

http://robozildos.hd1.com.br/
Os catequistas precisam mais motivação pessoal e menos de conteúdo doutrinário.

Necessitam discutir mais questões como liderança e da importância da convivência em grupo.

Os catequistas precisam de mais de palavras de otimismo e menos de cobranças. Precisam de mais afagos e menos broncas. Precisam de mais diálogo e não apenas de conversas superficiais. Precisam de mais espaços para falar de suas vidas e não da pressa de reuniões burocráticas. Precisam de mais sorrisos e partilha e não apenas de ordens para fazer isso ou aquilo.

Os catequistas precisam de momentos para um olhar mais profundo para dentro de si mesmos. Necessitam entender e compreender suas próprias vidas antes de tentar entender a dos outros. Precisam reconhecer suas fraquezas e ouvir outros catequistas para entenderem que não são ilhas.

Catequistas precisam ser mais notados, observados e entendidos pela comunidade. Precisam saber que é nas dificuldades que poderão contar com amigos ao lado. Precisam entender de quedas, pedras no caminho, fracassos, e tentar enfrentá-las e superá-las.

Catequistas precisam falar mais de suas fragilidades, angústias e tristezas. Precisam desabafar, falar da vida, de suas vidas e não dissociá-las da catequese. Mas precisam ter espaço para isso. Alguém precisa saber ouvir os catequistas nas suas questões mais íntimas e pessoais.

Os catequistas precisam de mais orações. As pessoas podem rezar mais por eles e colocá-los nas intenções de missas, retiros, encontros e celebrações especiais.

Catequistas também precisam de atenção, carinho e de um olhar mais afetuoso. Precisam, às vezes, de um abraço mais demorado, de um “muito obrigado”. Precisam ser mais notados, amados, respeitados.

Catequistas não são robôs, portanto, são falíveis.

Tem muito catequista que chora em casa de tristeza,. por um motivo qualquer e, ao mesmo tempo, precisa ser alegre nos encontros semanais com as crianças e jovens. Tenhamos mais atenção às suas lágrimas.

Têm catequistas que enfrentam dilemas no casamento, situações complicadas a serem resolvidas com marido, esposa e filhos, e, ao mesmo tempo, precisam enaltecer e honrar a família. Tenhamos mais atenção como os seus dramas.

Tem catequista com problemas financeiros e até mesmo sem emprego, que tentam manter a cabeça erguida como se tudo estivesse bem. Tenhamos mais atenção com suas necessidades.

Tem catequista que enfrenta a depressão e que talvez precise apenas de uma palavra de consolo, de uma ajuda, ou de uma simples conversa com alguém. Tenhas mais atenção com às suas fraquezas e provações.


Tenho observado catequistas esforçados, dedicados, querendo mudanças, lutando por uma catequese melhor. Alguns, diante deste ardor e de enormes dificuldades que se apresentam, tornam-se até, em alguns casos, exigentes demais consigo mesmos na busca de melhores condições para que tudo isso aconteça.

Não é somente de teologia, doutrina, conselhos, reuniões, conteúdos e mais conteúdos, livros ou xérox disso ou daquilo que os catequistas necessitam, mas talvez, somente de um pouco mais de atenção, carinho, oração e reconhecimento.

São coisas simples que os catequistas precisam, mas que em muitas comunidades estão bem distantes deles.

Catequistas são seres humanos.

Alberto Meneguzzi
Jornalista e relações públicas formado pela Universidade de Caxias do Sul ( UCS), catequista de crisma há 20 anos na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes em Caxias do SuL/RS
Editor do JORNAL LOURDES

10 de agosto de 2011

Viva numa confiança incondicional em Deus

Fomos marcados por um conceito de fé totalmente errado, como se fé fosse somente acreditar na existência de Deus, nos dogmas da Igreja, na virgindade da Santíssima Virgem Maria, na ressurreição da carne, na infalibilidade do Papa, com a inteligência. Sem dúvida, também é isso. Mas o primeiro passo de fé não é crer intelectualmente, mas confiar em Deus: naquilo que Ele é. Acreditar nas verdades que a Igreja ensina é uma consequência disso [fé].

Ao ler os Atos dos Apóstolos, vemos que Paulo ia de cidade em cidade pregando o Evangelho. Em todos os lugares, ele deparava com incompreensão, fofocas, perseguição e era sempre levado aos tribunais. Muitas vezes foi condenado; apanhou e foi apedrejado.

Quantas vezes o apóstolo saiu das sinagogas apanhando... Mas em quem Paulo confiava? Em Deus! E porque confiava em Deus, apesar de toda perseguição, ia em frente. Inspirado por Deus, ele foi para Jerusalém, pois queria expor a seus irmãos o que lhe havia acontecido. Queria contar-lhes sua conversão e pregar o Evangelho. E o que aconteceu? Os próprios irmãos, sacerdotes do Deus vivo, se opõem a ele e o levam à prisão. Assim relata o livro dos Atos dos Apóstolos:

“No dia seguinte, resolvido a saber com certeza de que os judeus acusavam Paulo, o tribuno mandou tirar-lhe as correntes; depois ordenou uma reunião dos sumos-sacerdotes com todo o Sinédrio, e mandou Paulo descer para que comparecesse perante eles. Com os olhos fitos no Sinédrio, Paulo declarou: ‘Irmãos, é com uma consciência livre de qualquer remorso que eu procedi para com Deus até este dia’. Mas o sumo-sacerdote Ananias ordenou aos seus assessores que lhe batessem na boca” (At 22,30.23,1-2).

O sumo-sacerdote estava ali para julgar. O réu tinha todo o direito de se defender. O apóstolo dos gentios começou dizendo: “Irmãos, é com uma consciência livre de qualquer remorso que eu procedi para com Deus até este dia”. Mas Ananias, sumo-sacerdote, mandou os que estavam a seu lado que lhe batessem na boca. Incrível: Paulo estava diante de quem? Diante do sumo-sacerdote: o representante de Deus no meio do povo na época.

“Paulo lhe disse então: 'É a ti que Deus vai ferir, parede caiada! Tu te sentas para me julgar segundo a Lei e, sem consideração à Lei, ordenas que me batam?' Os assessores o advertiram: 'Tu insultas o Sumo Sacerdote de Deus!'” (At 23,3-4).

Na verdade, o apóstolo não sabia que se tratava do sumo-sacerdote (havia muito tempo estava fora de Jerusalém), por isso o chamou de hipócrita. Quando o soube, humilhou-se e disse:

“Eu não sabia, irmãos, respondeu Paulo, que ele era o sumo-sacerdote; de fato, está escrito: 'Tu não insultarás o chefe do teu povo'” (At 23,5).


Até as últimas consequências, o apóstolo dos gentios confia unicamente em Deus. Sua fé o faz agir corajosamente.

Como Paulo, temos de confiar exclusivamente em Deus, fundamentados numa fé que nos garante que nossa segurança está n'Ele. Todos, neste mundo, falham: marido, esposa, pai, mãe, filho, sacerdote, bispo... As pessoas nas quais mais confiamos e que mais amamos são humanas e, por isso, falham. Não é que vamos deixar de acreditar nelas. O problema é que, se depositamos nossa confiança apenas em pessoas e, pior: se achamos que elas não erram e não decepcionam, vamos viver de frustração em frustração.

Em Deus está nossa confiança! Quantas esposas se apoiam totalmente em seus maridos. Esquecem que eles são de carne e osso e falham. Consequentemente, as esposas se decepcionam. O mesmo pode acontecer com os homens: se depositam sua confiança na esposa, no trabalho, nos negócios... logo vem a decepção!

Quantas pessoas confiaram unicamente no padre, na religiosa, esquecendo-se de que são pessoas e podem errar. É necessário que caminhemos com elas, porém, nosso apoio está em Deus.

Precisamos reavivar nossa fé. Não é simplesmente acreditar em algumas verdades: é confiar em Deus. Confiar naquilo que Ele é. Não posso confiar em Deus somente se Ele me curar, se resolver meus problemas... Devo confiar no Senhor incondicionalmente: se não obtive a cura desejada, devo continuar confiando n'Ele. Busco, amo e confio em Deus por causa d'Ele, e não pelos benefícios que isso possa me oferecer.

Muitas vezes o Altíssimo faz maravilhas em nossa vida. Ele melhora situações econômicas, reconstrói casamentos, cura doenças... Mas, infelizmente, muitos apoiam sua fé apenas nisto: creem somente se o Senhor fizer o que desejam. Não é assim! Temos o exemplo de Paulo que só teve decepções com seu povo e com o sumo-sacerdote, mas, ainda assim, continuou confiando no Senhor. O alicerce de sua fé não estava nas pessoas, mas unicamente em Deus. Por isso não se decepcionou.

(Trecho extraído do livro "Divina Providência - Considerai como crescem os lírios"de monsenhor Jonas Abib)