31 de maio de 2011

O sinal da cruz no início da liturgia

Fonte: Blog Canção Nova
Por: Frei José Ariovaldo da Silva, OFM

O sinal-da-cruz no início da Liturgia é (como tantas outras) também uma ação ritual litúrgica e, por isso mesmo, carregada de profundo sentido humano, teológico e espiritual.

Antes de tudo é preciso ver essa ação litúrgica como uma ação integrada no contexto dos ritos iniciais da celebração, que têm sua finalidade bem precisa, indicada no n.46 da Instrução Geral sobre o Missal Romano, a saber: “fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Como se vê, a finalidade dos ritos iniciais é, em outras palavras, fazer com que os fiéis, sentindose assembleia litúrgica, façam a experiência de estarem em comunhão de fé e amor (entre si e, juntos, com Deus: Trindade santa) e, assim, se sintam bem dispostos a ouvir “atentamente” a Palavra e celebrar “dignamente a Eucaristia”.

E o sinal-da-cruz, neste contexto? É a primeira ação litúrgica, pela qual, (digamos assim) se “abre a sessão”, ou então, se constitui “oficialmente” a assembleia. É como se a pessoa que preside dissesse assim: “Em nome da Trindade santa (Pai, e Filho e Espírito Santo) declaro (declaramos) constituída esta assembleia litúrgica”. E toda a assembleia expressa o seu assentimento, dizendo: “Amém” (assim seja, aprovado!). Assim, junto com a saudação presidencial subsequente e a resposta do povo, se expressa (como diz a Instrução geral) “o mistério da Igreja reunida” (n.50). No fundo, o que se quer dizer é isso: “a partir desse instante, está constituída a assembléia litúrgica: Quem nos reúne em comunhão de fé e amor para ouvir a Palavra e celebrar a Eucaristia é o Deus comunhão (Pai, e Filho e Espírito Santo), e mais ninguém. Neste Deus comunhão (por pura graça d’Ele) todos nós estamos em comunhão, formando um só corpo místico para celebrar a divina Liturgia, na qual somos ‘tocados’ pelo seu amor misericordioso em todos os âmbitos do nosso ser”.

Por isso, proclamando que quem nos reúne é a Trindade santa, nós tocamos o nosso corpo em forma de cruz. Esse “toque” tem um sentido simbólico e espiritual profundo. Por ele, no fundo, testemunhamos que, pelo mistério pascal (cruz e ressurreição) fomos (e somos!) “tocados” pelo amor da Trindade. Vejam o que o monge beneditino Anselm Grün, escritor e místico moderno, escreve sobre o sinal-da-cruz no início da Liturgia eucarística! Diz ele: “Ao traçar sobre si mesmos o sinal-da-cruz, os participantes ‘entram-no-jogo’, se convertem em atores do ‘jogo-visão’ (teatro). Já no primeiro século, os cristãos se marcavam com a cruz.

Ao fazê-lo, é como se talhassem ou gravassem em todo o seu ser o amor com que Jesus Cristo nos amou até o fim, morrendo por nós na cruz. (Ao traçar sobre nós a cruz) nós a burilamos em toda a amplitude do corpo: sobre a fronte (os pensamentos), no baixo ventre (a vitalidade, a sexualidade), sobre o ombro esquerdo (o inconsciente, o feminino, o coração), sobre o ombro direito (o consciente, o masculino, o agir). Ao fazer o sinal-da-cruz, asseguramos e antecipamos aquilo que celebramos na Eucaristia: que seremos tocados pelo amor de Cristo e que nada em nós fica excluído deste amor. Na Eucaristia, Jesus Cristo imprime o seu amor salvador e libertador em todos os âmbitos de nosso corpo e de nossa alma, para que tudo em nós espelhe sua luz e seu amor” (La Eucaristia como obra de teatro, como “teatro-visión” e teatro-juego”. In: Cuadernos Monásticos n.147,2003, p.439-440).

Portanto, fica claro que o sinal-da-cruz no início da Liturgia não tem nada a ver com “invocação” à Santíssima Trindade, como muitos pensam. Não tem sentido chamar esta ação litúrgica de “invocação” à Trindade. Pois é Ela que, por gratuita iniciativa sua já nos reúne em assembleia para, em comunhão de fé e amor, ouvirmos “atentamente” a Palavra e celebrarmos “dignamente” a Eucaristia... Simplesmente celebrarmos o fato de ser Ela que nos reúne para sermos “tocados” pela presença viva do Senhor, na Palavra e no Sacramento.

Liturgia em mutirão
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30 de maio de 2011

O altar no centro das atenções

Por: Ione Buyst

Ao entrarmos numa igreja, para onde se voltam nosso olhar e nossa atenção? Algumas pessoas se dirigem imediatamente à imagem de seu santo de devoção, ou fazem a volta de todos os altares dedicados aos santos. Outras pessoas vão direto ao lugar onde se encontra o sacrário, ajoelham-se aí e rezam.

E o altar? O que significa para nós? Qual a atenção que lhe dedicamos? Que sentimentos desperta em nós? A Instrução Geral ao Missal Romano (IGMR), no n. 229, diz assim: “O altar ocupe um lugar que seja de fato o centro para onde espontaneamente se volte a atenção de toda a assembléia dos fiéis.” E o n. 303 pede que nas novas igrejas a serem construídas, haja “um só altar que, na assembleia dos fiéis, signifique um só Cristo e uma só Eucaristia da Igreja.” E o n. 298 lembra que o altar fixo (que é preferível ao altar móvel), “significa de modo mais claro e permanente Jesus Cristo, Pedra viva (1 Pd 2, 4; cf. Ef 2, 20)”. O altar é também a “mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística” (IGMR, 73). Por isso, ao entrarmos na igreja devemos nos habituar a voltar nosso olhar e nossa atenção, antes de tudo, para o altar e saudá-lo com uma inclinação do corpo ou da cabeça, em atitude de respeito, cheio de devoção e de terno amor para com Jesus Cristo, Pedra viva que sustenta a comunidade cristã.

Evidentemente, esta centralidade do altar deve ser levada em conta também durante as celebrações litúrgicas. Observemos o início de uma celebração, de domingo, por exemplo: “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o altar com uma inclinação profunda. Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar e, se for oportuno, o sacerdote incensa a cruz e o altar. (IGMR 49). Esta inclinação profunda, este beijo, esta incensação não são mera etiqueta, cerimônia ou enfeite para embelezar a celebração, não. São expressão de nosso amor a Jesus Cristo e do fato de termos construído nossa vida nele, como num alicerce. Uma equipe de ministros que, durante o canto de entrada, avança do fundo da igreja em direção ao
altar, tendo o olhar, a atenção e o coração voltados para Cristo, representado pelo altar, ajudará toda a assembleia a se constituir e se concentrar na pessoa de Jesus.

Mas, o que pensar de uma equipe de ministros que, em vez de saudar o altar, se posiciona de costas para o mesmo e faz uma inclinação perante a parede do fundo, onde se encontra um crucifixo ou uma pintura de Cristo Ressuscitado, ou uma imagem do padroeiro ou padroeira? Provavelmente, ainda não perceberam que o altar ‘é mais’! Antigamente, antes do Concílio Vaticano II, o altar estava encostado na parede, geralmente no meio de um monumental ‘retábulo’, que comportava também o sacrário e imagens de santos, principalmente da padroeira. O altar como que se confundia com este conjunto todo e não era mais reconhecido como mesa do Senhor. E quando se fazia uma reverência no início e no final da celebração, não se tinha muita consciência se era para o altar ou para o sacrário ou para as imagens... Com a renovação conciliar a Igreja resgatou sua tradição primordial. Agora, o altar é de novo tratado como um sinal sacramental. Antes de ser usado para a celebração, o altar é ‘dedicado’ com uma solene oração, é ungido, nele se queima incenso, é revestido com a toalha e beijado pela primeira vez.

A saudação dos ministros no início e no final da celebração deve ser feita, pois, para o altar e não para o crucifixo ou outras representações na parede do fundo. Caso haja no presbitério também um sacrário, os ministros farão uma genuflexão no início e no final da celebração, mas jamais de costas para o altar. O mesmo vale para a saudação no início e no final de um oficio divino e também para as prostrações durante a ladainha de todos os santos em certas celebrações como ordenações ou profissões religiosas: devem ser feitas com todas as pessoas voltadas para o altar e não para a parede atrás dele!

Se o altar é tão importante, como centro da assembléia reunida, devemos evitar de colocar a cadeira da presidência e os assentos dos acólitos na frente do altar, de modo que fiquem de costas para o altar e impedem que este esteja no centro das atenções.

Artigo publicado na Revista de Liturgia, n. 199,
janeiro-fevereiro 2007, p. 28
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Filme: O Homem que se Tornou Papa

Assisti neste domingo um filme muito bom sobre a vida do Papal João Paulo II. Foi transmitido pela Canção Nova. Fiquei encantada com a história do Santo Papa. Quem tiver interesse assista, é emocionante.

Título original: (Karol, un uomo diventato Papa / Karol - A Man Who Became Pope) 

Sinopse: Karol Wojtyla (Piotr Adamczyk) é um jovem de 18 anos que está apenas começando sua vida como ator, poeta e escritor quando, do dia para a noite, assiste à sua pátria - a Polônia - ser cruelmente invadida por tropas nazistas. Após seu êxodo para a Cracóvia, passando pelos mais impensáveis horrores, Karol decide tornar-se padre. Poucos anos depois, o Comunismo também invade a Polônia. E Karol, humanista e defensor da tolerância, acabará combatendo o regime totalitarista com uma coragem que enfim fará a Polônia despertar de seu torpor, chamando a atenção de todo o planeta. Está inevitavelmente traçado o caminho de Karol Wojtyla rumo ao seu santo destino, tornando-se um dos Papas mais célebres, queridos e populares de todos os tempos.

Por que beijar o altar?

Por: Ione Buyst

Pode um ministro leigo, ou uma ministra leiga que preside a celebração dominical da Palavra de Deus beijar o altar no início (e no fim) da celebração, como fazem o padre e o diácono na missa?

• Qual a origem do beijo da mesa? Presente em muitas culturas, o beijo pode ser um simples cumprimento, ou transmissão de força através do sopro (Cf. 2Rs 4,34), ou expressão de reverência, veneração, respeito, entrega espiritual, amizade, fraternidade, pertença a um determinado grupo, amor, intimidade, comunhão, comunhão (Cf. Rm 16,16). Outras culturas ignoram ou até repelem o beijo como gesto social. Na Roma antiga, o beijo era muito presente no dia a dia, também na cultura religiosa. Era costume geral reverenciar
o templo das divindades beijando o altar, ou a soleira e os umbrais da porta do templo, ou ainda beijar ou jogar beijos para as estátuas que representavam as divindades.

Será que os romanos que aderiram ao cristianismo levaram esta prática para suas Liturgias? Impensável uma coisa dessas! Os cristãos das primeiras gerações evitavam confusão com os cultos pagãos; afirmavam com vigor que não tinham sacrifícios, nem sacerdotes, nem templo, nem altar. Mas um outro costume, bem familiar, pode ter sido a origem do beijo da mesa da Eucaristia: em casa, beijava-se a mesa das refeições, porque era considerada sagrada. (Parece que, até pouco tempo atrás, os frades capuchinhos guardavam o costume de beijar a mesa no refeitório antes da refeição). Nada mais natural, portanto, do que beijar também a mesa da refeição eucarística. No final do século IV, este costume já se generalizou em Roma. E é encontrado também em Liturgias orientais, como a bizantina, síria, armênia.

• Que sentido tem beijar a mesa na Liturgia cristã? Antes de tudo, trata-se de um sinal de veneração pela mesa comum, na qual se celebra a Ceia do Senhor. Com o tempo, quando já não se via perigo de confusão com os chamados cultos ‘pagãos’, a mesa foi sendo chamada de ‘altar’ e considerado representação simbólica de Cristo que é pedra angular, rocha espiritual, único templo, altar, sacerdote e vítima da nova
aliança. Assim, o beijo dado à mesa começou a ser entendido como um beijo a Cristo. Durante a Idade Média, as relíquias dos mártires incorporados no altar recebiam de certa forma mais atenção que o próprio Cristo: o beijo do altar começou então a ser entendido como veneração dos mártires cujas relíquias aí se encontravam.

Na renovação litúrgica do Concílio Vaticano II, o beijo da mesa da Eucaristia na missa volta a ser considerado simplesmente como “sinal de veneração” e se limita ao beijo dado no início pelo presidente da celebração e pelos presbíteros e diáconos concelebrantes. No final da missa, somente o celebrante principal e os diáconos
beijam o altar outra vez. O Cerimonial dos Bispos fala explicitamente do beijo do altar dado pelo bispo também nas vésperas solenes; portanto, não se refere somente à celebração eucarística.

• Será um gesto restrito ao ministro ordenado? Em algumas regiões do Brasil, é costume o povo chegar à igreja e ir direto para o altar e beijar a toalha. Sinal de carinho, expressão de amor. Há relatos também do costume de levar as crianças que acabam de serem batizadas para beijar o altar.

Na celebração dominical da Palavra de Deus,a presidência leiga não está agindo por conta própria: tem mandato explícito ou implícito da autoridade eclesiástica. Por isso, não poderíamos considerar que, ao beijar a mesa, está venerandoa em nome da comunidade, expressando o laço que une a comunidade a Cristo? Afinal, o mais importante é a mesa do Senhor, não a pessoa que a beija. Além disso, quem pode distribuir a comunhão eucarística, partilhar a Palavra de Deus, presidir à celebração dominical..., não poderia realizar este gesto tão simples e familiar de beijar o altar?

Liturgia em mutirão
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27 de maio de 2011

Mimos

Voltei!!

Recebi um mimo da Sueli, do blog Pãozinho do Céu, e agradeço de todo coração. Isso me fez senti especial =)

Estou tendo pouco tempo de me dedicar ao blog com todos esse acontecimentos, mas estou tentando. Tentarei me organizar no fim de semana, para quem sabe semaan que vem trazer algo novo para todos.

Abaixo o mimo que ganhei.
Muito obrigada mesmo pelo carinho. Achei lindo.

"Amai-vos uns aos outros"


Fonte: www.celebrando.org.br/

Bom dia!!

Hoje minha família foi agraciada com esse evangelho do dia. Estamos vivendo um momento dificil em nossa família faz uns meses. Minha mãe depois de ver o sofrimento de sua tia nas mãos de uma prima dela, resolveu pegá-la para cuidar. Nós como seres humanos e cristãos, não conseguimos ver o outro sofrer, muito menos uma pessoa da família.

Titia está retornando para nosso lar, local que anos atrás dela não deveria ter saído, mas teimosa que era, ninguém pode forçar outra pessoa a nada, ja que ela respondia perfeitamente por si. Infelizmente ela não responde mais por si. Ela não anda, não fala, fica em sua cama paradinha. Parece esperar a hora dos anjos de Deus vir buscá-la.

Uma pessoa tão ativa, que com 93 anos, ainda conseguia andar, dançar, falante que só ela, se acabar em um mês devido maus tratos de uma pessoa sem coração.

Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Essa é a mensagem que carregamos no coração. Amamos tia Tereza e vamos cuidar até o fim dos seus Dias. Hoje começa mais uma batalha para minha mãe, para minha irmã e para mim. E tenho certeza que Deus vai nos abençoar e nos dar saúde e força.

Uma ótima sexta-feira e um excelente fim de semana a todos.
Deus os abençoe
bj, Tia Beta


Jo 15, 12-17
 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos.
14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.


- Palavra da Salvação.

23 de maio de 2011

22 de Maio dia de Santa Rita de Cássia


Fonte: Blog Sintonia
"A Santa dos Casos Impossíveis"

Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se numa vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.

Tiveram dois filhos, e ela como mãe buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.

Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo.

Seu esposo acabou sendo assassinado. Não demorou muito, seus filhos também morreram.

Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.

Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa.

Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito, devido a humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava aos outros. E teve que viver resguardada.

Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez sofrer por 4 anos.

Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

Fonte: Blog Sintonia
Oração

Ó poderosa e gloriosa Santa Rita, chamada Santa dos Impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliadora da última hora, refúgio e abrigo da dor que arrasta para o abismo do pecado e da desesperação, com toda a confiança no vosso poder junto ao Coração Sagrado de Jesus, a Vós recorro no caso difícil e imprevisto, que dolorosamente oprime o meu coração.


Obtende-me a graça que desejo, pois, sendo-me necessária a quero. Apresentada por vós a minha oração, o meu pedido, por vós que sois tão amada por Deus, certamente serei atendido. Dizei a Nosso Senhor que me valerei da graça para melhorar a minha vida e os meus costumes e para cantar na terra e no céu a divina misericórdia.

Rezar 1 Pai-nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.
Fonte da Oração: Retirada de um Santinho que recebi de um colega de trabalho que foi a FEsta das Rosas ontem

19 de maio de 2011

Dicas 2

Estou lendo a Carta Encíclica do Santo Padre Bento XVI - "Deus é Amor" e estou me apaixonando. O Papa Bento XVI escreve de forma muito clara sobre o Amor.

¨Deus é amor¨, primeira encíclica do Papa Bento XVI, procura responder a uma série de questões muito importantes para a vida cristã: Podemos verdadeiramente amar Deus? Podemos realmente amar o ¨próximo¨? Com seus preceitos e proibições, a Igreja não nos torna amarga a alegria do Eros, do ser amado, que nos induz ao outro e deseja tornar-se união? A encíclica descreve, na primeira parte, um percurso de purificação e maturidade a partir da ¨educação à castidade¨. Na segunda parte, aborda a caridade, o serviço de amor comunitário da Igreja por todos os que sofrem física e espiritualmente e têm necessidade do amor. [Paulus]

Recomendo a todos lerem.

18 de maio de 2011

Dicas

Bom dia!

Em minhas pesquisas de sites eu encontrei dois muito legais.

- O 1º é o Sou Catequeista - http://soucatequista.com.br/
   Está cheio de dinâmicas, estudos, mensagens.

- O 2º é o Catequisar com Amor - http://catequisarcomamor.blogspot.com/
   Esse é possui mais dinâmicas.

Espero que gostem.

Fiquem com Deus
Beijocas da Tia Roberta

17 de maio de 2011

O SINAL DA CRUZ

(†) Pelo sinal da Santa Cruz, (†) livrai-nos Deus, Nosso Senhor, (†) dos nossos inimigos, (†) Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O Sinal da Cruz é uma oração importante que deve ser rezada logo que acordamos, como a nossa primeira oração, para que Deus, pelos méritos da Cruz de Seu Divino Filho, nos proteja durante todo o dia.

Com este Sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra os nossos inimigos.
Que inimigos?

† Pelo sinal da Santa Cruz: ao traçarmos a primeira cruz em nossa testa, nós estamos pedindo a Deus que proteja a nossa mente dos maus pensamentos, das ideologias malsãs e das heresias, que tanto nos tentam nos dias de hoje e mantendo a nossa inteligência alerta contra todos os embustes e ciladas do demônio;
† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor: com esta segunda cruz sobre os lábios, estamos pedindo para que de nossa boca só saiam palavras de louvor: louvor a Deus, louvor aos Seus Santos e aos Seus Anjos; de agradecimento a Deus, pois tudo o que somos e temos são frutos da Sua misericórdia e do Seu amor e não dos nossos méritos; que as nossas palavras jamais sejam ditas para ofender o nosso irmão.
† Dos nossos inimigos: esta terceira cruz tem como objetivo proteger o nosso coração contra os maus sentimentos: contra o ódio, a vaidade, a inveja, a luxúria e outros vícios; fazer dele uma fonte inesgotável de amor a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo; um coração doce, como o de Maria e manso e humilde como o de Jesus.

No dia do batismo, o sacerdote nos marcou com o sinal da cruz. Foi logo no início da celebração. Depois do acolhimento e após o diálogo com os pais e padrinhos. Aqueles disseram estar conscientes do dever de nos educar na fé católica. Estes prometeram ajudá-los, com a palavra e com o exemplo.
Mas, o que é o sinal da cruz? Por que devemos fazê-lo? Quando e como realizá-lo? Estas e outras questões nos ajudarão a compreender e valorizar, devidamente, este sinal sagrado.
O sinal da cruz, conforme ensina o catecismo, é o sinal do cristão. Lembra-nos o grande amor de Deus para conosco. Deus nos amou tanto que deu seu filho para nos salvar. Lembra-nos, também, o nosso amor para com Deus e para com o próximo.
A cruz é formada de duas partes: uma vertical e outra horizontal. A vertical nos orienta para o céu: é o nosso amor para com Deus. A horizontal se volta para os que estão ao nosso lado: é o amor para com o próximo. Aquele que está mais perto de nós. Os dois amores se entrelaçam um no outro, como as duas hastes da cruz. Um não pode existir sem o outro. Não existe o pedestal da cruz sem os braços e nem os braços sem o pedestal. Os dois se completam. Assim acontece com o amor cristão. Não se pode amar a Deus sem amar o próximo e nem se pode amar o próximo sem o amor a Deus.
Amar o próximo sem amar a Deus é mera filantropia. Amar a Deus sem amar o próximo é algo vazio e abstrato. O próprio evangelho afirma: quem diz amar a Deus e não ama seu irmão é um mentiroso (1 Jo 4, 2 0-21) . O irmão manifesta o rosto humano de Deus.
Fazemos o sinal da cruz na testa para que Deus coloque em nossa mente pensamentos bons, nobres, verdadeiros e justos. Agimos de acordo com aquilo que pensamos. São as idéias que movem o mundo. Daí, a necessidade de termos idéias nobres e uma mente arejada.
Outrossim, fazemos este sinal, na testa, para retirar os maus pensamentos. As maquinações perversas. Os maus intentos. As falsas ilusões. Para despoluir a mente. Fazer que ela se torne serena, equilibrada e transparente. Arquitetar raciocínios retos e proveitosos.
Fazemos o sinal da cruz na boca para que Deus purifique nossos lábios como purificou os de Isaías (Is 6, 1-7). Assim, poderemos cantar seus louvores e anunciar sua santa palavra. Dar conselhos sábios e dizer aquilo que é da vontade de Deus, na hora certa, no momento adequado e com palavras apropriadas. Possamos destilar de nossos lábios canções e sorrisos que alegrem o coração das pessoas que nos cercam.
Pedimos, também, que o Senhor não nos permita dizer palavras más, ofensivas, injuriosas. Palavras que escandalizam, que magoam e que ferem o irmão. Não pronunciar o nome de Deus em vão, nem dizer imprecações contra o céu.
Fazemos o sinal da cruz no peito, pedindo a Deus colocar em nosso coração o amor puro e verdadeiro. Aquele que brota do coração de Deus e se confunde com Deus, pois, Deus é amor (1 Jo 4, 7-9). Que não nos deixe confundir amor com sentimentalismo vazio ou paixão desordenada. Isso é caricatura de amor.
Suplicamos, ainda, que tire de nosso interior, todo sentimento de ódio, de vingança, de raiva. Todo desejo de ganância, de avareza e de apego excessivo aos bens materiais. Dê-nos um coração sensível, terno, cheio de compaixão e de misericórdia. Semelhante ao coração manso e humilde de Jesus (Mt 11, 28-30).
Para isso, precisamos fazer o sinal da cruz, sempre. Frequentemente. Várias vezes no dia, sobretudo, ao se levantar e ao se deitar. No início e no final do dia, para que a graça de Deus nos acompanhe, em todas as nossas ações.
Antes e depois das refeições, no começo e no término dos nossos trabalhos, nas tentações e nas dificuldades, fazemos o sinal da cruz, na sua forma mais abreviada, invocando as três pessoas divinas, louvando, agradecendo e pedindo os auxílios de que tanto necessitamos.
E tudo, com muito respeito, com muita devoção, com muita piedade. Sem pressa e sem distração. Pensando nas palavras que pronunciamos e nos gestos que fazemos. É ao Deus uno e trino que nos dirigimos.
Possam estas reflexões, ajudar-nos a entender melhor o significado do Sinal da Cruz, sua finalidade e a maneira correta de realizá-lo ao longo do dia. Esta breve oração tornar-se-á agradável a Deus e muito valiosa para quem a realiza de maneira correta e atenciosa. Será um sinal luminoso do nosso amor a Deus e ao próximo.
Pe. José Cassimiro Sobrinho
* Capelão do Mosteiro Mãe de Deus, em Viçosa. Vigário Paroquial da Paróquia de Santa Rita. Doutor em Direito Canônico
O SIGNIFICADO DO SINAL DA CRUZ
O Sinal da Cruz bem feito é riquíssimo em significado. Por Ele expressamos três verdades ou dogmas fundamentais da nossa fé: o Dogma da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Morte de Jesus Cristo. Quando se diz: "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", você está proclamando o Mistério da Santíssima Trindade. Quando você leva à testa a mão direita aberta, dizendo: "Em nome do Pai" e desce com a mão na vertical e toca na altura do estômago continuando: "e do Filho", você está indicando o mistério da Encarnação: o Filho de Deus desceu ao seio da virgem Maria. Depois, levando a mão direita para o ombro esquerdo completando a cruz tocando o ombro direito, está se indicando a morte de Jesus na Cruz.

Na proclamação do Evangelho, aquele que proclama faz uma cruz com o polegar no livro dos evangelhos e três cruzes sobre si, na testa, na boca e no peito. A assembleia também faz as três cruzes sobre si. A cruz na testa lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado, conhecido; a cruz nos lábios lembra que o Evangelho deve ser proclamado, anunciado (missão de todo cristão); e a cruz no peito, à altura do coração, nos indica que o Evangelho, acima de tudo, deve ser vivido, pregado e testemunhado. A piedade popular também explica que a cruz na testa é para nos livrar dos maus pensamentos; na boca, para nos livrar das más palavras; e, no peito, para nos livrar das más ações.
A IMPORTÂNCIA DO SINAL DA CRUZ

16 de maio de 2011

Como rezar o terço

Imagem extraída do Blog Jeito Católico de Ser

Como surgiu a oração do Santo Rosário

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.
No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.
A palavra Rosário significa ‘Coroa de Rosas’. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário a rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.
O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que sua mãe lhe pede. Em cada uma de suas aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.
O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal.
No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe.
A oração verbal consiste em recitar quinze dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário.
A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados.
 
Palavras de João Paulo II sobre a Oração do Rosário
“O Rosário é minha oração preferida. Oração maravilhosa em sua simplicidade e em sua profundidade. Nesta oração repetimos muitas vezes as palavras que a Virgem Maria escutou da boca do anjo e de sua prima Isabel. A estas palavras toda a Igreja se associa.
Podemos dizer que o Rosário é, de certo modo, uma oração-comentário do último capítulo da Constituição “Lumen Gentium” do Vaticano II, capítulo que trata da admirável presença da Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja. No fundo das palavras “Ave Maria”, passam diante dos olhos do que reza os principais episódios da vida de Cristo, com seus mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, que nos fazem entrar em comunhão com Cristo, poderíamos dizer, através do coração de sua Mãe.
Nosso coração pode encerrar nestas dezenas do Rosário todos os atos que compõem a vida de cada indivíduo, de cada família, de cada nação, da Igreja e da humanidade: os acontecimentos pessoais e os do próximo e, de modo particular, daqueles que mais gostamos. Assim, a simples oração do Rosário pulsa no ritmo da vida humana”.
João Paulo II
 
Como rezar o Rosário
Para recitar o Rosário com verdadeiro proveito deve-se estar em estado de graça ou pelo menos ter a firme resolução de renunciar o pecado mortal.
1. Segurando o Crucifixo, fazer o Sinal da Cruz e em seguida rezar o Credo.
2. Na primeira conta grande, recitar um Pai Nosso.
3. Em cada uma das três contas pequenas, recitar um Ave Maria.
4. Recitar um Glória antes da seguinte conta grande.
5. Anunciar o primeiro Mistério do Rosário do dia e recitar um Pai Nosso na seguinte conta grande.
6. Em cada uma das dez seguintes contas pequenas (uma dezena) recitar um Ave Maria enquanto se faz uma reflexão sobre o mistério.
7. Recitar um Glória depois das dez Ave Marias. Também se pode rezar a oração de Fátima.
8. Cada uma das seguintes dezenas é recitada da mesma forma: anunciando o correspondente mistério, recitando um Pai Nosso, dez Ave Marias e um Glória enquanto se medita o mistério.
9. Ao se terminar o quinto mistério o Rosário costuma ser concluído com a oração da Salve Rainha.
 
Orações do Santo Rosário – O Terço

Sinal da cruzEm nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Amém.

OFERECIMENTO DO TERÇO
Divino Jesus, ofereço-vos este terço que vou rezar, contemplando os mistérios da nossa redenção. Pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, concedei-me as virtudes para bem rezá-lo, e a graça de ganhar as indulgências desta santa devoção.
1. Intenções
Oferecemos, particularmente, em desagravo dos pecados cometidos contra o Santíssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, pela paz do mundo, pela conversão dos peca-dores, pelas almas do purgatório, pelas intenções do Papa, pelo aumento e santificação do Clero, pelo nosso Vigário, pela santificação e união das famílias, pelas missões, pelos enfermos e agonizantes, por aqueles que pediram nossas orações, por todas as nossas intenções mais íntimas e urgentes e pelo Brasil.
2. Em seguida, segurando a cruzinha do terço, para atestar nossa fé em todas as verdades ensinadas por Cristo, reza-se:
Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padec sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na re-missão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.
3. Homenagem à Santíssima Trindade
Terminado o Credo, presta-se homenagem à Santíssima Trindade rezando 1 Pai-nosso, 3 Ave-marias, 1 Gória ao Pai. A primeira Ave-maria em honra a Deus Pai que nos criou; a segunda, a Deus Filho que nos remiu; e a terceira, ao Espírito Santo que nos santifica.
PAI NOSSO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. E perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
AVE, MARIA, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
GLÓRIA AO PAI, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
4. Em cada Mistério do terço se reza um Pai-nosso, dez Ave-marias e um Glória ao Pai e a jaculatória:
Ó meu Jesus! Perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.
 
MISTÉRIOS DO TERÇO
Mistérios Gozosos ou da Alegria (segundas e sábados)
Neste primeiro mistério contemplamos o anúncio que o arcanjo São Gabriel faz a Nossa Senhora de que ela será a mãe de Jesus.
A anunciação (cf. Lc 1,26-39).
Neste segundo mistério contemplamos Nossa Senhora, que vai visitar sua prima Santa Isabel. Permanece com ela durante três meses.
A visitação (cf. Lc 1,39-56).
Neste terceiro mistério contemplamos Jesus, que nasce na gruta de Belém. Não havia lugar para eles na hospedaria da cidade. Jesus nasce numa manjedoura na mais completa pobreza.
O nascimento de Jesus (cf. Lc 2,1-15).
Neste quarto mistério contemplamos Nossa Senhora, cumprindo a Lei de Moisés: apresenta Jesus no Templo, onde se encontrava o velho Simeão.
A apresentação de Jesus no Templo (cf. Lc 2,22-33).
Neste quinto mistério contemplamos Jesus, ainda adolescente, que permanece no Templo durante três dias em companhia dos doutores; falando, escutando e interrogando sobre as coisas de seu Pai.
O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores (cf. Lc 2,42-52).
 
Mistérios Luminosos ou da Luz (quintas-feiras)
Neste primeiro mistério contemplamos Jesus sendo batizado por João Batista no rio Jordão. Enquanto Cristo desce à água do rio, como inocente que se faz pecado por nós, o céu se abre e a voz do Pai proclama-o Filho dileto, ao mesmo tempo em que o Espírito vem sobre ele para investi-lo na missão que o espera.
O batismo no Jordão (cf. Mt 3,13-16)
Neste segundo mistério contemplamos o início dos sinais de Caná, quando Cristo, tranformando a água em vinho, abre à fé o coração dos discípulos graças à intervenção de Maria, a primeira entre os que crêem.
A auto-revelação nas bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12).
Neste terceiro mistério contemplamos a pregação com a qual Jesus anuncia o advento do reino de Deus e convi-da à conversão, perdoando os pecadores de quem se dirige a ele com humilde confiança, início do ministério de misericórdia que ele prosseguirá exercendo até o fim do mundo, especialmente através do sacramento da reconciliação confiado à sua Igreja.
O anúncio do reino de Deus com o convite à conversão (cf. Mc 1,14-215).
Neste quarto mistério contemplamos a transfiguração de Jesus que, segundo a tradição, se deu no monte Tabor. A glória da divindade reluz no rosto de Cristo, enquanto o Pai o credencia aos apóstolos extasiados para que o "escutem" e se disponham a viver com ele o momento doloroso da paixão, a fim de chegarem com ele à glória da ressurreição e a uma vida transfigurada pelo Espírito Santo.
A transfiguração (cf. Lc 9,28-36).
Neste quinto mistério contemplamos a instituição da Eucaristia, na qual Cristo se faz alimento com o seu corpo e o seu sangue sob os sinais do pão e do vinho, testemunhando "até o extremo" seu amor pela humanidade, por cuja salvação se oferecerá em sacrifício.
Instituição da Eucaristia (cf. Mt 26,26-29).

Mistérios Dolorosos ou da Dor (terças e sextas-feiras)
Neste primeiro mistério contemplamos a oração, o sofrimento e a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
A agonia de Jesus no Horto (cf. Mc 14,32-43)
.Neste segundo mistério contemplamos Jesus, que, amarrado a uma coluna, em casa de Pilatos, é cruelmente açoitado e injustamente flagelado.
A flagelação de Jesus (cf. Jo 18,38-40; 19,1).
Neste terceiro mistério contemplamos Jesus, sendo coroado de espinhos por seus algozes. E ridicularizado diante de todos e sofre em silêncio.
Jesus é coroado de espinhos (cf. Mt 27,27-32).
Neste quarto mistério contemplamos Jesus, que, condenado à morte, carrega em seus próprios ombros a cruz na qual será crucificado.
Jesus a caminho do Calvário (cf. Lc 23,20-32; Mc 8,34b).
A visitação (cf. Lc 1,39-56).
Neste terceiro mistério contemplamos Jesus, que nasce na gruta de Belém. Não havia lugar para eles na hospedaria da cidade. Jesus nasce numa manjedoura na mais completa pobreza.
O nascimento de Jesus (cf. Lc 2,1-15).
Neste quarto mistério contemplamos Nossa Senhora, cumprindo a Lei de Moisés: apresenta Jesus no Templo, onde se encontrava o velho Simeão.
A apresentação de Jesus no Templo (cf. Lc 2,22-33).
Neste quinto mistério contemplamos Jesus, ainda adolescente, que permanece no Templo durante três dias em companhia dos doutores; falando, escutando e interrogando sobre as coisas de seu Pai.
O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores (cf. Lc 2,42-52).
 
Mistérios Luminosos ou da Luz (quintas-feiras)
Neste primeiro mistério contemplamos Jesus sendo batizado por João Batista no rio Jordão. Enquanto Cristo desce à água do rio, como inocente que se faz pecado por nós, o céu se abre e a voz do Pai proclama-o Filho dileto, ao mesmo tempo em que o Espírito vem sobre ele Neste quinto mistério contemplamos Jesus, sendo crucificado e morrendo na cruz por todos nós. Vive três horas da mais intensa agonia.
Jesus é crucificado (cf. Lc 23,33-47).
 
Mistérios Gloriosos ou da Glória (quartas-feiras e domingos)
Neste primeiro mistério contemplamos Jesus, que ressuscita, vencendo a morte. Jesus ressurge glorioso do sepulcro.
A ressurreição de Jesus (cf. Mc 16,1-8).
Neste segundo mistério contemplamos a subida de Jesus ao céu com admirável glória.
A ascensão de Jesus (cf. At 1,4-11).
Neste terceiro mistério contemplamos a vinda do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos.
A descida do Espírito Santo (cf. At 2,1-13).
Neste quarto mistério contemplamos a gloriosa assunção de Nossa Senhora ao céu.
A assunção de Nossa Senhora (cf. l Cor 15,20-23.53-55).
Neste quinto mistério contemplamos Nossa Senhora, sendo coroada Rainha do céu e da terra, e intercessora por todos nós junto a seu filho Jesus.
A coroação de Nossa Senhora (cf. Ap 12,1-6).
 
AGRADECIMENTO DO TERÇO
Graças vos damos, soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos. Dignai-vos agora e para sempre tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo, e para mais vos obrigar, saudamo-vos: Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei! E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!
—  Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
—  Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!
 
 
LADAINHA DE NOSSA SENHORA
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai do céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

 
Extraído do Blog da Canção Nova e Católigo.Org

15 de maio de 2011

O Terço

No próximo encontro vamos falar sobre o terço e vamos ensaiar para a coroação.

Depois de falar sobre o terço, vamos construir um igual minha mãe fez com os adolescentes no sábado (imangem ao lado). Não conseguir tirar um afoto muito legal, mas eu achei o trabalho tão bonitinho e minha mãe disse que eles adoraram.

No centro cada um escreveu seu nome e a Frase: Maria nos ensina o caminho para Jesus.

Todo esse terço foi feito com TNT. Material simples e barato. Claro que pode ser feito com outo material, pode ser feito com papel, cartolina, etc.

Fizemos de TNT pois temos aqui as flores prontas e um pedaço de TNT para fazer a colagem.

Temos que trabalhar com o que temos em casa, ou com o que podemos comprar.


Estou adorando cada dia que passo ao lado dessas crianças. É algo edificante... Peço a Deus para me guiar neste caminho tão lindo.

Agradeço muito por esta oportunidade que estou tento.

Deus abençoe a todos e um excelente domingo.

Aconteceu no Dia das mães

Ei Galerinha!!

Sei que estou muito atrasadinha nas postagens, mas estou tentando me organizar.

Este mês estamos no mês de maria então estamos fazendo diversas atividades sobre Maria. Sábado foi muito legal. Fizemos dinâmicas, cantamos e brincamos. Ja estamos também com os preparativos da coroação de Nossa Senhora. As Fotos abaixo são do dias das mães.

   As meninas na celebração da Palavra no dia das mães. Eles entraram com a bíblia.
Nossas Pequeninas e lindas
   
Lembrancinhas do Dia das Mães

Lembrancinhas que fizemos para entregar para nossa turminha, um simples cartão. Dentro com uma receitinha e uma mensagem escritas pelas crianças para cada mamãe.

Ariane, Minha Mãe e Tia Creusa.

Povo abençoado

11 de maio de 2011

Olá!

bom dia Pessoal!

Semana está um pouco tumultuada, mas agora deu para dar uma passadinha aqui.

Segunda-feira fui a Paulus comprar a liturgia diária para minha mãe e acabei comprando um livro que gostei muito. O nome é "Deus é Amor: Encontros com Crianças de 8 a 11 Anos". Achei o método muito bom, ele vem com um CD com músicas e é ideal para meus pequenos, pois é exatamente esta idade que trabalho.

Este livro possui para várias idades. Segue abaixo uma resenha que encontrei no submarino.

Deus é Amor: Encontros com Crianças
de 8 a 11 Anos - Evangelização Fundamental
Módulo 1
Depois do sucesso dos volumes voltados para a pre-evangelização, a coleção Catequese Permanente apresenta o módulo 1, chamado evangelização fundamental.
Este é o momento de esmiuçar as principais experiências da fé: a experiência de Deus - momento em que Ele é apresentado às crianças, fazendo-as se sentirem motivadas a ir ao Seu encontro - e a experiência do pecado - ponto em que o catequizando é desafiado a compreender os mistérios da fraqueza humana. Seria de extrema valia, para enriquecer este estudo, que o catequista tivesse acesso à carta do Papa Bento XVI, intitulada Deus é amor.


Ontem baixei as fotos do dia das Mães, mas não tive tempo de compartilhar aqui no blog. Vou tentar fazer isso hoje a noite.

Tenham todos uma quarta-feira abençoada.

6 de maio de 2011

Dia das Mães

Ei pessoal!

Minha mãe as vezes parece estar toda empolgada com as filhas ligadas a catequese. Ela está me ajudando no encontro deste sábado. Teve uma ideia para as lembrancinhas de dia das mães para meus pequenos.

Neste sábado vou falar sobre Maria e o dia das Mães. Vou lançar um desafio que encontrei em um blog, para o mês de Maio, incentivando-os a rezar a Ave Maria.

Depois de falar sobre Maria faremos uma palavra-cruzada sobre Maria (segue abaixo).
Não lembro de onde tirei, caso seja de sua, me envie um comentário que darei os devidos créditos

4 de maio de 2011

Ser filho da misericórdia de Deus - Pe. Fábio de Mello

Este domingo assisti a pregação do Padre Fábio de Melo na Canção Nova e foi maravilhosa. Segue abaixo um pouquinho dela. Quem quiser assitir é só clicar AQUI.

Quantas vezes, em nossa vida, criamos repulsas por nós mesmos por causa de nossos pecados! A consequência dos pecados, dos erros, não é o tempo que o erro dura, mas o que ele vai gerando dentro de nós. Você não tem o direito de viver como um miserável, porque você não o é. Nós não podemos nos transformar nos erros cometidos.

Nada nesta vida pode me emocionar mais do que o coração de Jesus. Pensar que Ele amava como amou, olhar para o jeito como Ele olhava o mundo, como Ele via a miséria humana e tudo aquilo que era feio, triste e desagradável. Essa Canção Nova está cheia, porque todos nós necessitamos ouvir, todos os dias, que Deus nos ama, nos quer bem, que Ele não se cansa de nós. A Canção Nova está repleta de gente, porque todos nós, que experimentamos a miséria, sabemos como é duro viver, como facilmente caímos nas desgraças, como é fácil tornarmos nossa vida um inferno. E a porta da nossa destruição é justamente o momento em que deixamos de nos querer bem. É por isso que a Igreja se preocupa em gritar em alto e bom som que a Deus nos ama.

Deus ama você! Apesar da nossa miséria, essa notícia não muda. É maravilhoso pensar que o movimento do Criador é fazer com que a Sua criatura O perceba, O conheça. A grande graça de Deus é olhar para você e não achar que você é multidão.

Eu não sei quando foi o seu encontro com Jesus; não sei se você O conheceu por meio das histórias que sua mãe lhe contava dEle ou se você escutou que Ele realizava milagres; eu não sei qual foi o caminho que você andou até encontrar a imagem de Jesus Misericordioso nem o que Ele significa para você. Mas eu sei o que essa imagem significa para o Pai.

Ninguém pode compreender o amor senão por intermédio de outra pessoa, pois o amor nós não aprendemos na faculdade com conceitos e teorias. Por isso o Pai fez questão de nos enviar Alguém que ama, um homem responsável, porque conhece a lei. Jesus é um bom judeu, não relativiza a religião, não é um homem que fala bobagens , porque foi bem preparado, foi um menino bem educado, porque Deus fez questão de colocá-Lo como filho de uma mãe que sabia ser mãe. Ele não é um medroso, um mentiroso. É um homem terno, que gosta da vida, gosta tanto dela que é mostrado indo a festas, conversando com amigos. É um homem que não tem preconceitos. Ele foi capaz de ir a lugares inusitados, sentar com pecadores, conversar com miseráveis.

As autoridades da época achavam um absurdo o que Jesus Cristo fazia. Jesus tinha um coração cheio de amor, e quem ama de verdade não tem medo de encontrar as pessoas, não tem medo de encontrar os miseráveis. Sabe por que não gostamos de estar diante de um miserável? Porque quando estamos diante dele, nos deparamos também com as nossas misérias.

Jesus foi um homem complexo. Um homem capaz de olhar a aparência e nela não se prender, pois sabia que por trás de uma aparência de repulsa havia um coração necessitado de Deus. Ele se sentava com os leprosos e prostitutas. Ele as convencia de que a vida podia ser nova e diferente. Ele não teve medo de confundir as pessoas mostrando-se tão humano.

Como posso acreditar que um Deus se deixa ser crucificado? Como acreditar num Deus que se senta para comer com quem não vale nada? Como acreditar num Deus aparentemente tão contraditório, tão cheio de paradoxos? Não sei como o Pai entrou em sua vida e lhe apresentou Jesus, mas hoje eu vivo a Festa da Misericórdia com tanta emoção que posso lhe dizer que foi assim que eu O conheci e aprendi que podemos segui-Lo sendo divinos e sendo homens.

Hoje, posso dizer que sou filho da Misericórdia, porque o Deus que eu conheci não é um Deus de fachada, de hipocrisia, mas este Jesus da festa de hoje, que tem essa sedutora face e que diz com tanta coragem, por meio de Santa Faustina, à alma fraca e pecadora: “Não tenha medo de se aproximar de mim, pois mesmo que seus pecados fossem como todos os grãos de areia do universo, seriam nada em meio à imensidão de meu amor”.

Foi para isso que eu me tornei padre, para retirar o seu medo de se aproximar dEle, para ajudá-lo a jogar fora o “câncer espiritual” que cresce dentro de você, alimentado pelo autodesprezo que o pecado coloca dentro de você.

Se Deus amava aqueles que aparentemente não valiam nada, aqueles que eram causa de escândalos, Ele pode amar a mim e a você também. Não há nada que não possa ser curado pela misericórdia de Jesus.
Sabe por que, muitas vezes, desistimos? Porque nos falta religião para nos apoiar. Quando você, na lida do seu dia a dia, precisa redescobrir o seu valor como pessoa, enfrentar as picuinhas da sua alma, as suas mentiras, quando precisa olhar no espelho e ver suas vergonhas, só o que lhe resta é dizer-se: “Deus me ama”.

“Deus me ama” é o contexto de uma vida inteira. O Senhor ama você, porque, antes, Ele amou Lázaro, amou Maria Madalena, Pedro, amou Judas. Deus amou Adão, amou Eva. Ele é misericórdia e por isso eu posso lhe dizer: ninguém o ama como Deus.

Eu, como sacerdote que sou, não tenho o direito, pela condição que me foi colocada, de dizer que você é um caso perdido, pois ao dizer isso, eu estou contradizendo o que, com a misericórdia, eu aprendi, porque eu também posso ser considerado um caso perdido.

A misericórdia nunca vai lhe dizer que você é um caso perdido. Jesus, ao amar, corrige, impõe limites, por isso não se assuste se a misericórdia de Deus lhe for dura. Quanto mais nós amamos uma pessoa, mais queremos colocá-la no equilíbrio. No coração misericordioso de Jesus ainda existe lugar para você.

Se nós acreditarmos, verdadeiramente, que no coração de Deus tem sempre um lugar para nós, vamos mudar as nossas condutas, porque isso é precioso demais.

O anúncio do Evangelho é para nos ajudar a escolher pela vida. Quer saber se você está no caminho certo? É só saber se você está conseguindo dormir bem, colocar a sua cabeça no travesseiro, satisfeito com a ser humano que você é.

Os raios da imagem de Jesus Misericordioso são direcionados para o chão, porque é onde estão as nossas misérias humanas. E eu prefiro, muito mais, ter minhas misérias aos pés de Jesus, a ter minhas vitórias no rabo de diabo.

A pior vaidade que podemos experimentar na vida é a espiritual, daqueles que experimentaram o amor de Deus e se sentem melhor do que aqueles que ainda não passaram por essa experiência. Na cruz, humilhado, mostrando na sua indigência humana, foi o único lugar em que Jesus esteve acima de nós.

A Festa da Misericórdia nos lembra que a nossa família precisa ser a casa da misericórdia, a casa do abraço.

“Senhor, quero ser o instrumento da sua misericórdia. Retire, Senhor, de nosso meio, o ódio, a competição; e coloca o dom de amar, para que sejamos uma célula do seu amor a transformar o mundo, a sociedade.” Coragem! A misericórdia é para você. Faça do seu coração um lugar de amor.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

Papa João Paulo II

Papa João Paulo II - Bem-aventurado

No dia 2 de abril de 2005, véspera do 2º Domingo da Páscoa, o “Domingo da Divina Misericórdia”, o Papa João Paulo II, homem de Deus e da Igreja, homem simples do povo, entregou sua alma a Deus, após muitos sofrimentos físicos e depois de quase 27 anos à frente da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O lema que o Cardeal Woytila, de Cracóvia na Polônia, tinha escolhido era composto de duas palavras “totus tuus”, início de um hino de louvor e súplica a Santíssima Virgem Maria, a quem o Papa dedicara sua vida e a consagrou.

Todo teu sou, ó Maria! Assim ele viveu e, quando sofreu o atentado que quase o matou na Praça São Pedro, era 13 de maio,  dia de Nossa Senhora de Fátima, a quem o Pontífice atribuiu “a mão que desviou o projétil” para que ele não morresse.

Quantos trabalhos e viagens pelo mundo! O Papa João Paulo II foi chamado “o Peregrino de Deus, o Peregrino da Paz”. A muitíssimos países, povos e nações visitou e a todos fazia ecoar as suas primeiras palavras na homilia do início do seu pontificado em outubro de 1978: “Abri as portas para o Senhor!”. E ele ainda reforçava: “Abri as portas, ou melhor, escancarai as portas para o Senhor. Não tenhais medo de Jesus Cristo”.

João Paulo II, na sua primeira visita ao Brasil, foi recebido com o canto: “A bênção, João de Deus, nosso povo te abraça. Tu vens em missão de paz. Sê bem-vindo e abençoa este povo que te ama. A bênção João de Deus”. E a cada vez que grupos de peregrinos ou mesmo nós, Bispos do Brasil, em Roma, cantávamos este refrão, João Paulo II parava e dirigia um sorriso ou um gesto carinhoso para aquele grupo no meio de tantos outros que o saudavam.

No ano de 2000, o ano do Grande Jubileu e do Perdão, ele convidou a todos para entrarem no terceiro milênio da encarnação e nascimento de Jesus Cristo, com festas e solenidades, mas sem deixarem de lembrar o perdão, a reconciliação com Deus e com os irmãos. Ele mesmo foi ao encontro dos judeus e colocou no muro do templo em Jerusalém o pedido de perdão e reconciliação de toda a Igreja. Convidou as religiões e igrejas cristãs ao encontro da paz e devoção em Assis, pondo em prática os documentos do Concílio Vaticano II, do qual era fiel sustentáculo e incentivador. Durante seu pontificado convidava a todos a buscar e a viver a santidade.

João Paulo II foi o homem da paz ao proclamar contra os que diziam que faziam a guerra em nome de Deus. Ele dizia “Guerra nunca mais! Eu o proclamo em nome da humanidade”. O único que poderia falar em nome de Deus não usurpou este direito e preferiu falar em nome das pessoas e dos pequeninos: “Guerras nunca mais”.

No dia do seu sepultamento, juntou-se em Roma uma multidão de mais de quatro milhões de pessoas vindas de todas as partes do mundo. Era bela e inusitada a afluência de tantos jovens no enterro do velho Papa.

Na frente da Basílica de São Pedro, junto ao corpo de João Paulo II, os Bispos, Sacerdotes, Religiosos e quantas autoridades de tantos países. Ele, ainda na sua morte, trouxe para junto de si governantes ou representantes de países que estavam em conflitos. O Sumo Pontífice morto ainda falava e ensinava a paz.

O povo aclamava “Santo Súbito”, isto é, que ele seja declarado Santo já, agora. Santo Imediatamente.

O cardeal que presidiu no dia 8 de abril de 2005 a Missa Solene de Exéquias, Joseph Ratzinger, foi eleito o sucessor de João Paulo II com o nome de Bento XVI, e será ele que ouviu a aclamação do povo: “Santo Súbito”, que neste domingo da Divina Misericórdia, 1º de maio de 2011, Dia do Trabalhador, proclamará Bem-aventurado o Bispo da Santa Igreja, o Papa João Paulo II.

E nós, felizes e sinceros, na verdade da nossa fé, faremos ecoar por todo o mundo: Bem-aventurado João Paulo II.

Rogai por nós.

Amém! Aleluia!

Dom Bruno Gamberini
Arcebispo Metropolitano de Campinas - SP